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29/08/2006 16:38

Nova onda de conflitos desafia governo de Evo Morales

O governo do presidente boliviano, Evo Morales, teve de enfrentar nesta terça-feira mais uma onda de greves nos setores da educação e dos transportes, que se somaram aos protestos dos indígenas e de moradores da região das fronteiras, em manifestações que paralisaram várias cidades da Bolívia.

O mandatário, que no passado comandava mobilizações sociais contra governos neoliberais, teve que enviar o Exército para retomar o controle de um gasoduto e normalizar as exportações de gás para a Argentina, que ficaram interrompidas por cerca de 12 horas.

"Evo está vendo que uma coisa é a sacada (do palácio presidencial) e outra coisa é a gestão", disse o padre e jornalista Eduardo Pérez em seu jornal matutino, o programa de maior audiência do país.

O vice-ministro dos Movimentos Sociais, Alfredo Rada, discordou da opinião e disse que nem todos os problemas podem ser atribuídos ao governo.

"Em alguns casos há motivações políticas, mas, em geral, há falta de diálogo e também situações, como na fronteira com a Argentina, que estão fora do controle do governo", disse Rada a repórteres.

"Não se trata de questionamentos fundamentais, mas sim de situações pontuais", acrescentou.

Os professores dos centros urbanos e os funcionários do setor de transportes deram início na terça-feira a greves nacionais de dois dias. Os professores pedem a renúncia do ministro da Educação, Félix Patzi, e os funcionários do setor de transporte protestam contra um programa municipal de recadastramento de veículos e contra a elevação do valor das multas de trânsito.

Rada disse que o presidente Morales tem "plena confiança" no ministro Patzi, que está sendo questionado por querer impor uma reforma na educação com tom indigenista. Rada também pediu aos professores que conversem sobre as mudanças sem recorrer a pressões.

Ao mesmo tempo, em repúdio à greve dos professores, vários familiares de alunos fizeram uma passeata até o centro de La Paz, manifestando apoio ao ministro da Educação, que também entrou em confronto com a influente Igreja Católica.

Sobre o conflito com os motoristas, Rada disse que as reivindicações são "atendíveis", mas disse que elas não justificam os bloqueios das ruas, que paralisaram grande parte das atividades comerciais das principais cidades do país.

Além disso, os funcionários da Previdência estavam em greve havia quase duas semanas, pedindo a readmissão de três sindicalistas acusados de corrupção. Os empregados dos correios estavam na primeira semana de paralisação, exigindo a demissão de um gerente.

Em três cidades que fazem fronteira com a Argentina, houve manifestações civis contra as restrições às visitas e às compras dos cidadãos argentinos em território boliviano.

O conflito fronteiriço estava especialmente grave na província de Gran Chaco, onde os moradores chegaram a bloquear a exportação de gás natural até a chegada do Exército.

A exportação de gás para o Brasil também estava ameaçada pelas comunidades guaranis, que tomaram a estação de um gasoduto para protestar contra a empresa operadora Transierra, que está relutando em acelerar a execução de um plano de desenvolvimento para a região.

O líder guarani, Wilson Changaray, ratificou na terça-feira a ameaça de interromper o bombeamento de gás para o Brasil se a Transierra continuar se negando a atender as reivindicações. A Transierra tem participações da Petrobras, da Repsol-YPF e da Total.



Informações - Terra

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