Cassilândia, Quinta-feira, 02 de Abril de 2020

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07/03/2020 11:30

Nova fronteira dos golpes, “casos OLX” chegam aos montes na delegacia

Campo Grande News

Ao menos três formas diferentes ilustram a criatividade de golpistas que têm lucrado com o advento das redes sociais e enxergam no site de anúncios OLX “a nova fronteira de golpes”. Na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da região central, todos os dias há novos casos de vítimas do esquema.

É o que explica o delegado plantonista Guilherme Carvalho Rocha, que recebe as denúncias e encaminha os casos para investigação.

Na quinta-feira (5), durante a noite, vítima de 31 anos denunciou novo caso. Conforme o boletim registrado na Depac, anunciou no site OLX e em seguida, recebeu mensagem no aplicativo Whatsapp de número desconhecido. Na mensagem, a pessoa identificou-se como “funcionário da OLX”.

No boletim, a vítima relata ter sido informada de que receberia uma mensagem de SMS com “código de seis dígitos” e que o anunciante “precisaria enviar o código pelo Whatsapp” para que o anúncio ficasse em destaque no site de vendas. Em seguida, contou à polícia, não conseguiu ter mais acesso ao aplicativo de mensagens. Depois, contatos da vítima receberam mensagens de pessoa que se fez passar por ele, com pedidos de transferência de valores.

Conforme o delegado, essa é apenas uma das formas, identificadas até agora, de aplicar o golpe.
Criativos – Além dessa, ao menos outras duas maneiras de aplicar golpes pelo aplicativo, com “ajuda” de informações divulgas na OLX ou nas redes sociais, têm sido utilizadas. O delegado explica que, além disso, há também quem reproduza o mesmo anúncio de vendedores.

Com todas as informações disponíveis, o golpista também anuncia a falsa venda utilizando as fotos e os contatos do real vendedor, só que com valor mais barato. Assim começa a aplicar o golpe em que engana, diversas vezes, vendedor e comprador.

“Vamos imaginar que você faça um anúncio. Anuncia um HB20 por R$ 45 mil, o estelionatário, clona seu anúncio, pega as suas fotos, anuncia embaixo do seu anúncio com as mesmas fotos, por R$ 30 mil, aí o comprador vai no de R$ 30 mil e ele fala: ó, você vai olhar o carro lá com ela, mas não pode comentar nada, ela vai querer te vender mais alto, mas eu sou um atravessador”, explica o delegado.

Em seguida, explica, o golpista liga para o vendedor e informa que uma pessoa vai olhar o carro, mas que o comprador também não deve informar a pessoa interessada sobre a informação privilegiada. Dessa forma, nenhum dos dois, comprador e anunciante, trocam informações sobre o “atravessador” e quem recebe o dinheiro, conta o delegado, é o golpista.

Em outra abordagem, explica o delegado, o golpista utiliza as redes sociais de pessoas com profissões públicas, a exemplo de médicos. Eles visitam os perfis de Facebook ou Instagram das vítimas e, se encontram os perfis abertos ao público, salvam as fotos, criam um Whatsapp, utilizam as imagens e pedem dinheiro para outros contatos do mesma profissão, mais prováveis de conhecerem as vítimas.

Nova fronteira - Guilherme afirma que os casos começaram a chegar na delegacia há, aproximadamente, 1 ano. Ele acredita que há diversos grupos de golpistas em atividade, já que as contas para envio do dinheiro são de diversos Estados.

Para o delegado, a prevenção é a única forma de evitar cair no golpe. “Quem está anunciando tem que se certificar com quem está conversando, não pode cair nessa de não pode comentar, você tem que falar tudo pessoalmente”, diz.

Outra coisa, orienta, é que a OLX nunca pede nenhuma forma de validação via SMS ou mensagem de Whatsapp.

A reportagem procurou a OLX, por meio da assessoria de imprensa da empresa, mas até a conclusão da reportagem, não recebeu resposta.

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