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04/02/2016 22:00

No fim, Verdão supera falha grotesca de zagueiro e empata no Pacaembu

Gazeta Esportiva

Com a grama do Palestra Itália em reforma, Mais de 17 mil palmeirenses pagaram ingresso para ir ao Pacaembu ver uma vitória fácil nesta quinta-feira, e acabaram vendo um herói e um vilão na zaga. O Verdão levou a virada do São Bento no primeiro tempo em falha grotesca de Leandro Almeida, mas, nos acréscimos, Vitor Hugo fez o gol de empate e diminuiu as vaias garantindo o 2 a 2, pela segunda rodada do Campeonato Paulista.

O resultado só não custou mais caro a Leandro Almeida porque Vitor Hugo aproveitou cobrança de escanteio aos 45 minutos do segundo tempo e até desvio no adversário para empatar. Mas Leandro Almeida, que nunca inspirou confiança na torcida e só vem atuando porque Edu Dracena está machucado, deu motivo para ser vaiado sempre que tocou na bola. Nesta noite, quando o jogo estava 1 a 1, o camisa 44 piorou sua avaliação: aos 40 minutos do primeiro tempo, entregou a bola dentro da área para o meia Morais, ex-Corinthians, que aplicou uma caneta no defensor antes de encobrir Fernando Prass.

Uma frustração para um início de jogo envolvente do Palmeiras, que abriu o placar logo aos cinco minutos, com Gabriel Jesus. Mas a equipe foi afrouxando a marcação até deixar Éder fazer dois gols. Um deles foi anulado por impedimento, aos 31. O segundo, porém, foi válido, com o jogador completamente livre na pequena área após cobrança de escanteio, aos 33.

O Palmeiras chega a quatro pontos, igualando a pontuação do São Bernardo na liderança do grupo B, e volta a campo só na quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), visitando o Oeste, em São José do Rio Preto. No mesmo dia, às 17 horas, o São Bento, penúltimo colocado do grupo A com dois pontos, será mandante diante do Novorizontino.

O jogo – Marcelo Oliveira poupou Zé Roberto e Arouca, trocados por Egídio e pelo estreante Jean, e escalou Lucas Barrios, enfim livre de problemas físicos para fazer a sua primeira partida na temporada. Apesar de ser um compromisso oficial, a ida ao Pacaembu poderia ser apenas um passeio ou um treino. Os primeiros minutos mostraram a diferença técnica do Palmeiras para o São Bento.

O Verdão exercia com exatidão a movimentação ofensiva exigida pelo técnico, com Robinho, Gabriel Jesus e Dudu trocado de posição constantemente, mas sempre próximos ao participativo Barrios. Atrás, Jean comandava a saída de bola, usando os laterais, e não se via mais ninguém dar chutão. Lucas até deu chapéu, levantando a torcida.

Para completar, o São Bento era incapaz até de cortar lançamentos rasteiros pelo meio da área. E foi assim que o gol saiu, como se ocorresse em um treino na Academia de Futebol. Aos cinco minutos, Thiago Santos lançou, Barrios desviou de cabeça e Robinho deixou Gabriel Jesus livre na cara do goleiro, enchendo o pé para acertar o travessão antes de balançar as redes.

O segundo gol parecia questão de tempo, mas o Palmeiras foi desperdiçando oportunidades . Dudu perdeu duas boas chances: aos 14, ao chutar torto após receber de Gabriel Jesus, e aos 19, quando Barrios limpou seu marcador e cruzou na cabeça do camisa 7.

Durante meia hora, a impressão era de jogo de um time só, apenas uma burocracia para somar três pontos, e com goleada. Até que, aos 31 minutos, após cobrança de falta, Éder balançou as redes. Para sorte do Verdão, o jogador do São Bento estava impedido. Mas os mandantes não entenderam que poderiam sofrer gols.

A marcação já estava frouxa, o que ficou claro aos 33 minutos. Após cobrança de escanteio, o mesmo Éder apareceu completamente livre na pequena área para dominar e empatar o jogo. A lição foi entendida automaticamente e o Palmeiras voltou a trocar passes rasteiros até Barrios ajeitar para Jean chutar rente à trave do goleiro Henal.

Mas o Verdão continuava em ritmo de treino. Tanto que, aos 33, Rossi foi fazendo fila até chegar à área e o São Bento finalizar para fora. Mesmo assim, Leandro Almeida resolveu virar vilão. Indeciso entre dar o proibido chutão e tentar dar um passe, tocou a bola dentro da área em cima de Morais, que foi à linha de fundo, aplicou uma caneta no zagueiro e completou o golaço encobrindo Fernando Prass, aos 40 minutos.

A virada do time sorocabano transformou o que seria uma noite de aplausos em um Pacaembu irritado. Leandro Almeida passou a ser vaiado por quase todos os presentes no estádio sempre que tocou na bola. No segundo tempo, o Palmeiras ainda encontrou outro vilão: o goleiro Henal.

O camisa 1 do São Bento rebateu bem uma finalização de Dudu, aos quatro, viu o mesmo atacante bater rente ao seu gol, aos sete, e foi herói dos visitantes ao evitar um golaço de letra de Barrios. Ciente de que o time jogaria em seu campo de ataque, Marcelo Oliveira impôs mais fôlego e criatividade trocando pelo também estreante meia Régis, aos 13 minutos. Mas Henal ainda estava pelo caminho, como mostrou ao evitar gol de Robinho, aos 15.

Na ânsia de evitar a derrota no primeiro jogo como mandante, Marcelo Oliveira queimou suas duas outras substituições aos 20 minutos, sacando Gabriel Jesus e Barrios para colocar Erik e Alecsandro. A esperança era dar mais fôlego à pressão sobre o São Bento. Mas quem salvou foi Vitor Hugo, aproveitando cobrança de escanteio e desvio em adversário para empatar a partida aos 45 minutos do segundo tempo.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 2 SÃO BENTO

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 4 de fevereiro de 2016, quinta-feira
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Vitor Carmona Metestaine (ambos de SP)
Público: 17.663 pagantes
Renda: R$ 496.340,00
Cartões amarelos: Leandro Almeida (Palmeiras); Éder, Rodriguinho e Fernandinho (São Bento)

Gols:
PALMEIRAS: Gabriel Jesus, aos cinco minutos do primeiro tempo; Vitor Hugo, aos 45 minutos do segundo tempo
SÃO BENTO: Éder, aos 33, e Morais, aos 40 minutos do primeiro tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Leandro Almeida, Vitor Hugo e Egídio; Thiago Santos, Jean, Robinho, Dudu (Régis) e Gabriel Jesus (Erik); Barrios (Alecsandro)
Técnico: Marcelo Oliveira

SÃO BENTO: Henal; Régis (Bebeto), Pitty, João Paulo e Marcelo Cordeiro; Fábio Bahia, Éder, Clébson (Serginho Catarinense) e Morais; Rossi (Fernandinho) e Rodriguinho
Técnico: Paulo Roberto Santos

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