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11/03/2009 16:15

No Dia Mundial do Rim, nefrologistas alertam

Agência Notisa

Amanhã, dia 12, segunda quinta-feira do mês, comemora-se o Dia Mundial do Rim. Criado por iniciativa conjunta da Sociedade Internacional de Nefrologia com a Federação Internacional de Fundações do Rim, o objetivo dessa data é conscientizar a população para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença renal crônica, De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), cerca de dois milhões de pessoas no país sofrem com algum grau do problema, muitos ainda sem saber. O tema da campanha deste ano é “Mantenha sua pressão bem controlada”. Assim como a diabetes, a hipertensão arterial é fator de predisposição à doença renal crônica.



Em evento de divulgação de um novo medicamento de controle da anemia renal – uma das complicações oriundas da insuficiência do rim –, promovido pelo Laboratório Roche semana passada, o nefrologista Hugo Abensur, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, alertou para a importância da prevenção. “Pacientes de graus avançados que precisam de diálise anseiam pelo transplante como se isso fosse a cura para a doença renal crônica, mas não é. Uma vez estabilizada, a doença é controlada, não curada. Entretanto, é passível de prevenção”, disse. Para ele, as pessoas estão se esquecendo de monitorar a creatinina, substância nitrogenada eliminada do organismo pela urina que serve como índice de mensuração do funcionamento dos rins. “Diabéticos, hipertensos e pessoas que têm ou tiveram parentes com insuficiência precisam lembrar ao médico de pedir o exame de creatinina, não apenas os de colesterol e açúcar”, sugeriu.



A mortalidade por doença renal crônica é, segundo o médico, bastante alta, semelhante à por câncer de cólon e de próstata. Por ano, morrem no país 14,3% dos pacientes em diálise. O censo de 2007 da SBN revelou que há, no Brasil, 87 mil pacientes dependentes de hemodiálise ou diálise peritoneal. “Cerca de 10% do orçamento do governo para o Ministério da Saúde está comprometido com o tratamento desses pacientes”, aponta. Abensur afirma ainda que o número reduzido de centros de diálise e de diagnóstico da doença, sobretudo no interior do país, pode comprometer o tratamento precoce dos graus mais leves.



A convite da Roche, a Agência Notisa visitou o Serviço de Nefrologia do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), na zona portuária do Rio de Janeiro. Centro de referência em doença renal crônica e chefiada pelo médico Paulo Abreu, a unidade tem cerca de 1400 pacientes em acompanhamento, dos quais 94 precisam fazer hemodiálise. “O foco na prevenção é primordial. Quando a doença evolui, o desconforto é imenso para o paciente, que precisa vir três vezes por semana à hemodiálise, ou passar 24 horas na clínica para a diálise peritoneal. Entre uma sessão e outra de diálise, alguns pacientes chegam a ganhar até 10 quilos. Alguns nem urinam mais”, disse Abreu.



De acordo com o nefrologista do HSE, há apenas 8 mil vagas para diálise no Rio de Janeiro, sendo que seriam necessárias cerca de 12 mil. “Isso dificulta o tratamento sem interrupções. Além disso, como não há centros de diálise nas periferias da cidade e no interior do estado, pacientes precisam vir de longe para se tratar”, conta. Apesar disso, ele reconhece que a qualidade dos aparelhos de hemodiálise tem melhorado, diminuindo as taxas de mortalidade de pacientes com doença renal crônica em grau avançado.



O Sistema Único de Saúde (SUS) financia entre 85 e 90% das diálises realizadas no país, fornecendo inclusive aparelhos e medicamentos para o paciente que tem condições de realizar a diálise peritoneal em casa, durante o sono. Os custos com a máquina de hemodiálise, segundo Abensur e Abreu, seriam o principal empecilho para a expansão das unidades de nefrologia habilitadas para o tratamento. “Cada uma, que fica ocupada por um paciente por quatro horas em uma sessão, custa cerca de R$ 40 mil, sem contar os gastos de manutenção”, afirmam.



Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

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