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25/07/2004 14:31

No Dia do Motorista, caminhoneiros reclamam das estradas

Jacqueline Lopes / Campo Grande News

Problemas nas estradas, como buracos e sinalização precária, são algumas das reclamações dos caminhoneiros que cruzam Mato Grosso do Sul. No Dia do Motorista, profissionais da boléia falam dos inúmeros obstáculos de quem encara a atividade e que, além das vias perigosas e sem manutenção, passam também pela corrupção de quem deveria estar protegendo os trabalhadores.
Nestor de Oliveira, de 32, Marciano dos Santos, 28 e Evaldenice de Souza, de 36, são caminhoneiros que há mais de 10 anos cruzam as estradas brasileiras. Na BR-163, o trio pára e fala das dificuldades.
O problema tem começo e meio. Não se sabe o fim. “Temos que enfrentar as estradas esburacadas. Com isso, nosso carro quebra mais. Daí, somos questionados pelos policiais rodoviários que nos multam por causa de um farol quebrado, ou simplesmente acabamos dando dinheiro para seguir viagem. Como acontece nas estradas do Paraná”, denunciou Evaldenice de Souza, de Campo Grande. Junto com Santos, transportam grãos do Mato Grosso para o porto de Paranaguá (PR).
Em Mato Grosso do Sul, a realidade é outra. “Aqui (MS), o negócio é diferente. A maioria dos postos tem policiais mulheres. Com elas não tem como 'negociar'”, explicou Oliveira, de Tangará da Serra (MT).
“Em 1995, conseguimos transferir os policias da estrada Rio-Bahia depois de uma denúncia. Transferiram os guardas para outro trecho lá em cima (Nordeste), mas continuou tudo do mesmo jeito”, relatou Souza. No trevo do Lagarto, em Cuiabá, Oliveira lembra que “teve que deixar R$ 300,00”. “A estrada tava feia toda esburacada. Queimou uma das lâmpadas, meu caminhão tava com falha na sinalização e deu o que fazer. Tive que pagar para liberar a carga”, lembrou. Os policiais dali, de acordo com o motorista, acabaram sendo denunciados pelo governo de Mato Grosso. O resultado, diz, foi a transferência do grupo e a repetição do crime – considerado parte das histórias das estradas – em outro lugar.
O excesso de peso é uma das principais infrações ocorridas principalmente no trecho Cuiabá/Rondonópolis (MT), segundo os caminhoneiros. Lá, o suborno aos policiais também acontece, conta Oliveira. “Para acabar com isso o jeito é esparramar balanças para controlar o peso dos carros e colocar mulher policial rodoviária. Aí quero ver isso continuar”, sugere.
"As estradas estão cada dia piores. Onde não tem pedágio então nem se fala. No Paraná, é terrível", diz o caminhoneiro Carlos Shais, de 36 anos, morador de Paranaguá (PR) que viaja com a esposa, a diarista Eliane Shais, 36, e o filho Carlos Shais Júnior, de 14 anos.

Domingo, 25 de julho, é Dia do Motorista

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