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23/02/2015 09:59

No 3° dia de protesto pela alta do combustível caminhoneiros fecham BR-163

Campo Grande News

Caminhoneiros bloqueiam rodovias de Mato Grosso do Sul pelo terceiro dia consecutivo. Desde às 8h20 de hoje (23), cerca 10 caminhões fecharam a BR-163, no km 256, e apenas ônibus, veículos populares e caminhões com carga viva estão sendo liberados. Há protestos também em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

A CCR MSVia, responsável pela administração da BR-163, está acompanhando o protesto desde o início da manhã, no trecho que liga os municípios de Dourados e Caarapó. Carretas e caminhões estão sendo impedidos de continuar viagem.

O objetivo dos caminhoneiros é chamar a atenção de autoridades para o alto preço dos combustíveis, que influencia no preço do frente e onera tanto o trabalhador, quanto o consumidor. Eles pedem para que o governo reduza o ICMS (Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços).

Durante o fim de semana (21 e 22), caminhoneiros interditaram a MS-306, impedindo a passagem de caminhões, carretas, bitrens e rodotrens. Com a paralisação, formou-se uma fila de 5,5 km de caminhões na rodovia, os pátios dos postos de combustíveis ficaram lotados, além de ruas e avenidas marginais da rodovia, segundo informações do site Jovem Sul News.

Protesto – Ação semelhante foi realizada em Campo Grande na BR-163 no dia 3 de fevereiro, logo após a visita da presidente Dilma Rousseff à capital sul-mato-grossense. As reivindicações eram praticamente as mesmas, incluíam apenas uma tabela de padronização do valor do frete.

Os secretários estaduais de Governo, Eduardo Riedel e da Casa Civil, Sérgio de Paula, foram até o local para conversar com os caminhoneiros, agendaram uma reunião e conseguiram suspender a interdição.

No encontro, realizado dia 4 de fevereiro, a Cootrapan (Cooperativa dos Transportadores do Estado do Pantanal) apresentou novamente as reivindicações e fez um pedido de socorro devido a uma possível inviabilização do frete em razão do aumento frequente no preço do óleo diesel e na falta de reajuste dos valores cobrados, que segundo a categoria não é reajustada há 13 anos e tem reduzido o lucro das empresas.

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