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07/08/2007 13:43

Nenhum servidor está preso por golpe com celular oficial

Marta Ferreira e Nadyenka Castro/Campo Grande News

As 21 pessoas presas hoje pela operação Oba-Oba, da Polícia Civil, que investiga um golpe usando as linhas de telefones celulares funcionais do governo de Mato Grosso do Sul não são servidoras públicas. Diferente do que foi informado anteriormente, o assessor de imprensa da Polícia Civil, delegado Fernando Paciello, revelou em entrevista coletiva nesta manhã que se tratam de comerciantes, estudantes e funcionários de uma loja de celular em Campo Grande.

Todos estão presos na Acadepol (Academia de Polícia Civil), no Parque dos Poderes, onde foi montada a estrutura para interrogatório e autuação dessas pessoas, pelo crime de estelionato. São prisões temporárias, que valem por 5 dias.

A Polícia não detalhou a participação de servidores no golpe, embora admita que esteja investigando quem possa ter dado acesso às linhas aos golpistas. Os servidores envolvidos podem ser processados por peculato, crime exclusivo dos funcionários públicos que usam o cargo para garantir vantagem.

A denúncia partiu de um servidor de uma secretaria não identificada, conforme foi divulgado.

Segundo o que foi informado pelo delegado, o golpe começou a ser investigado há 40 dias. Pelo que ele divulgou, as pessoas envolvidas usavam telefones para os quais eram transferidas linhas que deveriam ser usadas apenas por servidores estaduais, para ligações a outros funcionais. Falta ainda descobrir como foram desbloqueadas as linhas, possibilitando ligações a celulares comuns. A participação dos servidores, pelo que o Campo Grande News apurou envolveria o recebimento de dinheiro, em troca da cedência da utilização das linhas oficiais.

Perda - O cálculo da polícia é que só no primeiro semestre deste ano, as linhas usadas pelos golpistas teriam gerado faturas no valor total de R$ 500 mil, que não foram pagos ainda pelo governo. Como não há, ainda, informações sobre desde quando o esquema funcionou, o valor envolvido pode ser muito maior. Segundo o Campo Grande News apurou, o montante pode chegar a R$ 1 milhão.

Foram cumpridos 20 mandados em Campo Grande e um em Ponta Porã. A operação apreendeu celulares, carregadores, chips de telefone celular, uma agenda telefônica, faturas de operadores de celular, diversos documentos (como cheques e canhotos de talonários) e ainda um computador, considerado a peça-chave das investigações.

Nesse computador, está a relação de linhas que eram usadas. Ele pertence a um comerciante, que está preso, e foi citado por várias pessoas. As investigações até agora indicam que nem todas as pessoas se conheciam, o que afastaria a hipótese de ser uma única quadrilha organizada.

Os nomes dos presos não foram divulgados.

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