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10/08/2016 08:20

Nada tira sorriso de Idalina, que transportou de maníaco a Fernandinho Beira-Mar

Thailla Torres, Campo Grande News
Idalina exerce a função com maior alegria e comemora os amigos que fez pelo caminho. (Foto: Fernando Antunes)Idalina exerce a função com maior alegria e comemora os amigos que fez pelo caminho. (Foto: Fernando Antunes)

 

Nada tira o sorriso de Idalina Teles de Oliveira, que trabalha na Santa Casa de Campo Grande há 18 anos. Em meio às histórias tristes, superações e enfermidades, é com muito bom humor que ela lida com pacientes e visitantes, entre eles, algumas celebridades do mal.

Sentada em uma cadeira pequena, ela já viu muita gente entrar no elevador da Santa Casa, algumas foram surpresas tão grandes, que ela adora lembrar dos “astros” que já recebeu. “Já carreguei Angélica, Luciano Huck, Maníaco da Cruz e até o Fernandinho Beira-Mar”, conta toda animada.

Sempre sorridente, é quase impossível não dar risada ao encontrar com a ascensorista. São poucos segundos dentro do elevador, mas o suficiente para que muitos lembrem com carinho e voltem para conversar com ela. “Já fiz amizade com muita gente e de muita cidade de fora. Teve até paciente do Paraguai que eu fiquei amiga”, diz.

O desejo de trabalhar no hospital surgiu em um momento difícil e por um motivo nada convencional. Ela perdeu o marido há 19 anos em um acidente de carro na BR 163. Depois de ficar viúva, a vontade era trabalhar em um local onde se sentisse segura. “Eu já tinha perdido meu marido, como eu tenho bronquite e outros problemas de saúde, eu pensei então em trabalhar em hospital. Se qualquer coisa acontecer comigo, aqui eu estou segura”, diz confiante.

Sobre os pacientes, não se lembra de todos, mas alguns é difícil de esquecer.

Quando Dionathan Celestrino, conhecido por Maníaco da Cruz esteve na Santa Casa em 2013, Idalina diz que até conversou com o assassino confesso de 3 pessoas. Rodeado de policiais, ela diz que dentro do elevador ele não abriu a boca. Mas quando estava no quarto, passou uma boa impressão. “Ele foi tranquilo, disse até que não era tudo isso que a mídia falava não, parecia ser bem calmo”, garante.

Seu maior medo foi quando esteve lado a lado do traficante Fernandinho Beira-Mar, que passou pelo hospital quando cumpria pena no Presídio Federal de Campo Grande. “Nossa, tinham muitos policiais e ele estava algemado. Naquele momento eu tive medo que alguém invadisse o hospital, viesse bombas e avião por cima”, conta imaginando um cenário de guerra.

As últimas estrelas que ela encontrou no elevador foi o casal Angélica e Luciano Huck, após um pouso forçado em uma fazenda do Mato Grosso do Sul. Por sorte, na hora de ir embora, eles entraram no elevador de Idalina. “A Angélica estava muito nervosa, pediu até para que eu tivesse cuidado e eu acalmei dizendo que ela podia ficar tranquila”, narra.

Mas não foi só Angélica que já ficou apreensiva dentro do elevador. A funcionária conta que já teve gente com tanto medo que a abraçou e apertou durante o trajeto. "Tem gente que vem do interior e nunca viu um elevador na vida. Eles chegam e pedem para eu ir devagar e não acelerar. Uma vez meu braço ficou até roxo do tanto que uma senhora me apertou".

Tem horas que até a ascensorista perde a calma. "Até bebê já nasceu aqui dentro. Quando a mulher estava dando a luz, eu abri a porta, passei a chave e sai correndo pedindo ajuda. Eu fiquei bastante nervosa", conta sobre o episódio que aconteceu há 6 anos.

O que deixa Idalina satisfeita é ver um sorriso no rosto das pessoas. Por isso, garante que trabalhar no hospital é sua maior alegria, apesar de um dia ter pensado em desistir. "Quando eu cheguei aqui, eu desisti logo no primeiro dia. Fiquei emocionada e triste quando vi as crianças no CTI. Mas chegando em casa, eu pensei que a gente tem que ajudar a todos, seja onde for. Foi aí que eu voltei a trabalhar. Por isso, eu digo que pedi pra entrar, mas nunca vou pedir pra sair daqui", comenta.

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