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08/03/2005 15:52

Mulheres já respondem por 51% do mercado de trabalho

Nielmar de Oliveira / ABr

As mulheres estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho, cada vez mais respondem pela manutenção do lar, têm maior escolaridade que os homens, acumulam os encargos no trabalho com os afazeres domésticos, mas ainda assim continuam a ganhar menos.
Por isso, nos acordos internacionais em que o Brasil é signatário as condições de igualdade de gênero tem sido apontadas como um dos objetivos prioritários a ser alcançado.

De acordo com o Síntese de Indicadores Sociais - 2004, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2003, das 48,3 milhões de mulheres em idade produtiva (de 15 a 49 anos de idade) 63% tinham pelo menos um filho, uma redução significativa na taxa de fecundidade nos últimos anos resultado, segundo o IBGE, da sua maior participação no mercado de trabalho, combinado aos elevados encargos da maternidade.

O levantamento constata que as mulheres ocupadas tinham, em 2003, em média, cerca de um ano de escolaridade a mais que os homens. Embora a educação seja um importante atributo para o desenvolvimento das pessoas - e um dos objetivos da declaração das Metas do Milênio consiste, exatamente, na garantia do acesso universal à escola. Isso como forma a reduzir as inigüidades de gênero - no caso brasileiro, afirma o IBGE, o aspecto positivo da maior escolaridade das mulheres não se reproduz em termos de rendimento no mercado de trabalho.

As mulheres ainda recebem cerca de 30% a menos por hora trabalhada que os homens, mesmo exercendo a mesma função e tendo o mesmo grau de escolaridade. A desigualdade é ainda maior quando as mulheres têm o mesmo grau de escolaridade, afirma a economista Cristiane Soares, técnica do Departamento de População e Indicadores Sociais do IBGE.

"Hoje, as mulheres com nível superior são em maioria significativa. O percentual de mulheres com mais de 11 anos de estudos é de 39%, enquanto o dos homens chega a 28% do total em idade produtiva. Quanto mais escolarizada, no entanto, maior é a desigualdade de rendimento entre um gênero e outro – favorável ao homem", diz Cristiane.

Em entrevista ao programa "Manhã Nacional", da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Cristiane lembra que o aumento na participação da mulher no mercado de trabalho é um fenômeno recente. Teve início na década de 80 e já em 2003 - quando da realização do Síntese de Indicadores Sociais - a participação do sexo feminino no mercado de trabalho já era de 51% do total da mão-de-obra.

"Infelizmente esta participação foi inicialmente uma extensão de suas atividades domesticas, que já exerciam enquanto mãe e esposa. Hoje, a maioria das mulheres (mais de 50%) está no setor de serviços da economia e principalmente no trabalho doméstico, pouco remunerado".

Segundo a economista, o emprego doméstico continua sendo a segunda categoria com maior participação feminina no mercado de trabalho. "O que vemos hoje é que as mulheres estão estudando mais, mas até em nível superior não significa que elas estejam em postos de comando, em postos de gerência. Há aumento sim, mas não significativo", afirma Cristiane.

Os dados do IBGE, apesar de constatarem a manutenção das desigualdades, aponta como aspecto positivo no decorrer dos anos uma redução da participação das mulheres em segmentos precários do mercado de trabalho.

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