Cassilândia, Sábado, 21 de Janeiro de 2017

Últimas Notícias

27/10/2013 11:01

Mulher é presa por exploração sexual

Correio do Estado/ Diário On Line

A Polícia Civil de Corumbá, através da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) e da Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e do Idoso (DAIJI), deu continuidade ontem (26) à operação de combate a exploração sexual no município, cujas investigações iniciaram em abril deste ano.

Segundo a delegada Joilce Silveira Ramos, titular da DAM, foi presa a dona do bar Bagdá, localizado na rua América, centro de Corumbá. A. A. I., de 38 anos, é acusada de exploração sexual em estabelecimento comercial, tráfico nacional e tráfico internacional de mulheres. As penas são de 2 a 5 anos; 2 a 6 anos e 3 a 8 anos, respectivamente, para cada crime, em caso de condenação. "Eram inúmeras as reclamações que recebíamos da população sobre o funcionamento desse bar como ponto de prostituição em pleno centro. Isso reforçou o trabalho policial", explicou.

“Temos provas, por meio de gravações telefônicas e depoimentos, que ela ( a dona do bar) aliciava mulheres de outros Estados e da Bolívia, para a prostituição. Encontramos no bar sete mulheres e mais três em uma casa que ela mantinha também na área central, para os programas, na maioria dos casos, com turistas”, explicou a delegada Priscila Anuda Quarti Vieira. Além disso, as mulheres aliciadas de outras cidades, tinham de pagar uma espécie de locação do lugar no valor de R$ 150 cada uma por semana. “Ela lucrava com o alojamento das meninas na casa; pelos programas com turistas e pela venda da bebida no bar dela”, frisou Priscila Vieira.

A delegada explicou que o bar Bagdá tinha atualmente alvarás da Prefeitura e da própria Polícia Civil. “Mas esses alvarás foram concedidos para atividade lícita, ou seja para venda de bebidas, petiscos e pratos e não para ponto de prostituição. Como agora conseguimos provas da exploração sexual e do tráfico de pessoas, vamos oficiar a Prefeitura e a Delegacia de Polícia Civil dessas atividades ilícitas e pedir a cassação dos alvarás”, completou.

Quando as investigações iniciaram, a Polícia apurou que turistas também conseguiam entrar em um hotel acompanhados de prostitutas, mediante pagamento de uma taxa de R$ 100. “Mas depois que iniciamos o trabalho de apuração, a direção do hotel proibiu esta prática. Mesmo assim, o dono vai ser indiciado por rufianismo”, completou a delegada Joilce Ramos ao ressaltar o crime de tirar proveito da prostituição alheia participando diretamente dos seus lucros.

Investigação prossegue

Desde a operação de abril, foram instaurados inquéritos para investigar denúncias de locais que, supostamente, desempenham a atividade de exploração sexual. De acordo com a delegada Priscila Anuda Quarti Vieira, a operação continua e tanto esse como demais pontos que forem identificados com a colaboração da população, serão alvos das ações policiais.

“A prostituição em si não é crime, é crime obter lucro com a prostituição alheia. Com o somatório de forças, a operação ganha mais poder de fiscalização, buscando retirar a associação entre turismo e exploração sexual, seja ela infanto-juvenil ou de mulheres. Isso vai ser uma constante na cidade em razão dos turistas que vem pra cá à procura de lazer, de conhecer nosso Pantanal e não em busca de turismo sexual", concluiu a delegada.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 21 de Janeiro de 2017
Sexta, 20 de Janeiro de 2017
10:00
Receita do dia
Quinta, 19 de Janeiro de 2017
20:48
Loteria
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)