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02/07/2008 15:27

Mudança de horário divide opinião de políticos em MS

Renato Lima - Campo Grande News

Duas propostas dividem opiniões e forças nas casas políticas sobre a mudança do horário de Mato Grosso do Sul. Em Brasília, os posicionamentos opostos e declarados, dos senadores Walter Pereira (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT) ganharam frentes de combate em Mato Grosso do Sul.

Desde o início de abril, quando o assunto veio à tona influenciado pela mudança da grade de programação da televisão, iniciou-se uma série de debates sobre impactos e conseqüências de uma mudança que igualaria o horário de Mato Grosso do Sul ao de Brasília (DF).

Para Delcídio, o fato do Pará, parte do Amazonas e Acre, terem alterado os horários no mês, já é um indicativo de que a proposta apresentada por Mato Grosso do Sul pode ter a maioria favorável em votação.

Argumentos científicos, históricos, econômicos e de saúde foram ganhando peso político, culminando em um quadro antagônico.

A favor - O senador Delcídio do Amaral saiu na frente apresentando ao Congresso Nacional a proposta da mudança do fuso. Delcídio foi relator do projeto que mudou o horário do Acre e defende que o mesmo ocorra em Mato Grosso do Sul.

A proposta ganhou o apoio da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), que lançou a campanha “Mato Grosso do Sul na hora Certa”. A campanha apresenta argumentos de integração e interação econômica, tecnologia e segurança da informação e capacidade de distribuição de energia.

A frente tem o aval da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso do Sul) após a discussão realizada na sexta-feira, dia 27 de junho. Na avaliação do presidente da Ordem, Fábio Trad, não há necessidade de um plebiscito para aprovar uma proposta que se justifica pelos argumentos apresentados.

Na sexta-feira, o senador informou que a votação do projeto pode ser atrasada devido às eleições.

Contra – Não se declarando oficialmente contra a mudança do horário, mas propondo que haja uma consulta pública, outra frente se apresenta como oposição.

Encabeçada pelo senador Walter Pereira, que propôs um plebiscito, onde a sociedade votaria pela mudança ou não do horário, ganhou apoio de 20 deputados estaduais. O projeto já teve uma importante vitória e passou na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Mas cerca de 80 projetos na pauta de votação e medidas provisórias esporádicas deixam indefinido o prazo para a matéria ser votada no plenário.

Na Assembléia Legislativa, a consulta popular tem apoio de Paulo Duarte, Ary Rigo, Londres Machado, Zé Teixeira, Pedro Kemp, Amarildo Cruz, Antônio Carlos Arroyo, Professor Rinaldo, Jerson Domingos, Celina Jallad, Dione Hashioka, Akira Otsubo, Antônio Braga, Maurício Picarelli, Paulo Corrêa, Márcio Fernandes, Júnior Mochi, Reinaldo Azambuja, Coronel Ivan e Youssif Domingos assinaram nesta quarta-feira a indicação encaminhada à bancada de Mato Grosso do Sul na Câmara Federal e no Senado, solicitando aos deputados e senadores que votem o projeto.

O consenso da frente foi baseado na opinião de alguns médicos, em especial dermatologistas que alertaram para a questão. A Assembléia Legislativa chegou fazer uma audiência pública em que estes profissionais indicaram para os riscos de 1 hora a mais de exposição solar. Além de fatores dermatológicos, com aumento do câncer de pele, a adaptação do organismo também foi abordada.

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