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17/10/2007 18:33

MS tem 3 municípios na elite da produção rural do País

Marta Ferreira/Campo Grande News

Mato Grosso do Sul tem três municípios na elite da produção agrícola brasileira, considerando o valor gerado pela atividade em 2006, segundo aponta a PAM (Pesquisa Agrícola Municipal) divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE. Conforme o estudo, estão entre os 50 municípios que geraram o maior valor no campo em 2006 os municípios de Maracaju (22º lugar), Rio Brilhante (32º) e Dourados (45º). Se somado o montante gerado pela atividade em todo o Estado, foram R$ 2,6 bilhões, conforme o cálculo da pesquisa, o que equivale a 2,7% dos R$ 98 bilhões que a produção agrícola gerou para o País no ano passado.

Do montante de Mato Grosso do Sul, Maracaju, Rio Brilhante e Dourados, foram responsáveis por R$ 696 milhões, o equivalente a 26% do total. Maracaju cultivou, conforme os dados, 277 mil hectares de cereais, leguminosas e oleaginosas, com renda de R$ 283 milhões, tornando-se o município mais rentável em termos de produção rural do Estado. Rio Brilhante vem em seguida, com cultivo de 224 mil hectares e renda de R$ 231,2 milhões. Na terceira colocação, aparece Dourados, que mesmo tendo cultivado 251 mil hectares, teve renda menor que as outras duas, de R$ 181,3 milhões.

Na divisão por culturas, os três municípios citados aparecem entra as 20 maiores rendas com a produção de milho e de soja, as principais variedades que movimentam o campo no Estado. Maracaju surge como 8º na produção de milho, em que o Estado não está relacionado entre os seis maiores produtores do País, e Doudados figura como décimo.

No ranking da produção de soja, onde Mato Grosso do Sul ocupa a quinta colocação no País com 1,9 milhão de hectares plantadas e 4,1 milhões de toneladas colhidas, e um montante gerado de R$ 1,4 bilhão.. Maracaju está em 13º na lista das 20 maiores rendas com a cultura (R$ 175 milhões) e Dourados é a 18ª, com R$ 105 milhões,

Mesmo não aparecendo na lista dos municípios que tiram mais riqueza da terra, São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul, importantes fronteiras agrícolas do Estado, estão na listagem dos maiores rendimentos, quando a pesquisa relaciona a produção de sorgo, na qual MS é o quinto no País, com 70 mil hectares cultivados, 150 mil toneladas colhidas e um valor gerado de R$ 19,8 milhões. São Gabriel do Oeste é o segundo no País e Chapadão do Sul o 13º.

Cana-de-açúcar - A cultura que tem sido apontada como a vedete do momento no Estado, devido à expansão das usinas de álcool, ainda não colocou Mato Grosso do Sul no topo da produção e renda com a cultura, segundo a pesquisa do IBGE. Mas já merece citação pelo avanço, que é um dos maiores do País.

O levantamento mostra que, em 2006, enquanto a área com outras culturas caiu 24 mil hectares, a fronteira da cana cresceu 21 mil hectares, ou seja, quase na mesma proporção, indicando que ela está, de fato, ocupando o espaço de outras variedades.

Conforme os dados do IBGE, Mato Grosso do Sul cultivou, em 2006, 154 mil hectares de cana-de-acúcar. A produção foi de 12 milhões de toneladas, cujo valor é estimado em R$ 487 milhões. Destaca-se no emaranhado de informações, a produtividade obtida pelos canaviais do Estado: 78,6 quilos por hectare, um resultado que só perde para São Paulo e Goiás.

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