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10/10/2005 14:09

MS pode levar 6 meses para retomar o status sanitário

Maristela Brunetto e Fernanda Mathias / Campo Grande News
David MajellaDavid Majella

O prejuízo causado ao Estado com a confirmação de um foco de febre aftosa em Eldorado pode demorar pelo seis meses e prejuízo financeiro até ser resgatado. É o que estima Crisostomo Mauad Cavalléro, diretor-presidente da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal). Para ele, esse será o prazo para Mato Grosso do Sul conseguir recuperar o status sanitário que usufruía. Hoje, houve impacto imediato no mercado, com bolsas operando com limite máximo de baixa no preço.

O Estado consta da zona livre, da qual faz parte 85% do rebanho do Brasil. Para Cavalléro, de imediato deve ocorrer um veto à carne brasileira pelos importadores. Apresentando documentação e alegações, o País deve ser liberado mas a restrição persistirá para o Estado e futuramente à região atingida, em um raio de 25 quilômetros, estimou o diretor. Ele disse esperar que não haja perdas a toda a zona livre.

Segundo Cavalléro, os cinco municípios que estão interditados (Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã e Mundo Novo) têm juntos 685.874 cabeças. O rebanho total do Estado é de 25 milhões de animais. Conforme o diretor, se não houvesse o sacrifício de todo o rebanho da propriedade atingida, a Vezzozo, com 582 bovinos, a recuperação da condição sanitária poderia chegar a 1 ano e oito meses. A doença foi confirmada em 140 animais, mas todos serão sacrificados e enterrados hoje.

A recuperação da condição que o Estado gozava inclui desinfectar a região, criar um chamado vazio sanitário no local do foco, ou seja, deixar sem animais, depois repovoar com acompanhamento de pesquisa viral.

Falta de recursos- Há cerca de cem pessoas distribuídas em 21 equipes na região. O trabalho sanitário deve envolver cerca de R$ 1 milhão, estimou superintendente Federal da Agricultura, José Antônio Felício. Ele e o diretor a Iagro falaram sobre o assunto em entrevista coletiva, esta manhã.
Ambos lembraram que os recursos para sanidade animal foram repassados aquém do esperado e prometido pela União. Conforme Cavalléro, o Estado recebe R$ 1,9 milhão, quando mereceria R$ 15 milhões. Segundo foi informado hoje, o Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento iria cobrar do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, a liberação de verba para o Estado que está contingenciada. Em agosto houve a promessa de repasse de R$ 4 milhões para o setor.

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