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11/10/2005 16:25

MS perde mercados no 2º dia de caos no mercado da carne

Graciliano Rocha / Campo Grande News

As 582 cabeças de gado da fazenda Vezozzo, em Eldorado, a 435 km da Capital, começaram a ser sacrificadas nesta terça-feira. No dia seguinte à confirmação do foco de febre aftosa na propriedade, onde 153 animais foram infectados, os efeitos do tsunami no mercado da carne se tornaram mais agudos. O preço da arroba do boi continuou sua trajetória de queda livre, oito estados fecharam as portas para a carne e animais da região infectada e mercados internacionais importantes – como a Rússia e o Chile – anunciaram embargos.

Em Eldorado, as providências começaram logo pela manhã. O acesso à propriedade continuou restrito. Técnicos da Iagro (Agência de Defesa Agropecuária de MS) começaram a abater o rebanho. O sacrifício teve ajuda de policiais civis, que atiravam nos animais. A forte chuva na região atrasou o trabalho. As reses mortas iam sendo depositadas nas três valas abertas por retro-escavadeiras na fazenda ontem. A dona da fazenda, Marisa Vezozzo, disse que todos os seus animais “foram vacinados” e se disse “surpresa” com a aftosa.

Os fiscais estão fazendo vistorias em fazendas num raio de 3 quilômetros da fazenda – esta é a área de maior risco de contaminação, mas a suspeita de um novo foco de aftosa em Japorã pôs em alerta os técnicos. Amostras de animais de pequenas propriedades de Japorã já foram colhidas e mandadas para o laboratório do Ministério da Agricultura em Belém (PA). Japorã fica a 38 quilômetros de Eldorado.

Além de Eldorado, outros quatro municípios – Iguatemi, Itaquiraí, Japorã e Mundo Novo – também foram isolados. O transporte de animais ou de carne para fora dos limites destes municípios foi proibido.

Nesta quarta-feira, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gabriel Maciel, chega a Eldorado. Ele vai conferir as providências para isolar o foco e tem um econtro com autoridades da vigilância sanitária animal do Paraguai. Eldorado está a menos de 40 km da fronteira.

Amanhã, secretários estaduais de agricultura vão se reunir a Brasília para avaliar as providências para conter o foco. O governador Zeca do PT vai se encontrar com o ministro Roberto Rodrigues na quinta-feira para discutir o problema e engrossar o coro de produtores e técnicos que pedem a liberação de recursos federais para a defesa agropecuária.

Efeito cascata – Um dia depois da confirmação do foco, a repercussão no país e no mercado mundial da carne amplificou-se. Além de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, mais cinco estados – Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – também confirmaram barreiras à carne com origem no sul de Mato Grosso do Sul.

Na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), epicentro dos negócios de compra e venda de boi no país, a terça-feira foi mais um dia de solavancos. Novamente, a bolsa teve que interromper os negócios na hora que o preço atingiu o limite de queda.

O pregão da carne foi suspenso na hora que o valor da arroba despencou mais 3%, atingindo R$ 57,57. Ontem a cotação abriu em R$ 61,49 e o pregão foi interrompido quando o preço bateu em R$ 59,45.

A reação dos investidores ao foco de febre reflete as preocupações com as exportações de carne. O Brasil é o maior fornecedor mundial de carne bovina e há o temor que o a aftosa em MS traga restrições ao boi brasileiro no mercado internacional. E de fato vieram.

Dois países anunciaram embargos à carne de Mato Grosso do Sul. A Rússia, principal destino das exportações brasileiras de carne, foi o primeiro. O ministério da Agricultura russo proibiu a importação de qualquer tipo de carne produzida no Estado – incluindo suínos e frango. Depois dos russos, foram os chilenos que anunciaram o fechamento de seu mercado à carne de MS.

(Com informações de agências nacionais e da Reuters)

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