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28/09/2012 17:16

MS: orgânicos transformam a vida de produtores

Sebrae/MS

“Pena que as oportunidades não vieram antes, há pelo menos uns 10 anos, quando éramos mais jovens”, diz dona Antenir Rossetti, mais conhecida como Tininha, ao lado do marido Luiz, companheiro fiel de lar e trabalho.

Juntos, os dois desenvolvem na propriedade, em Campo Grande-MS, uma produção direcionada a hortifrutis orgânicos e participam duas vezes por semana de feira exclusiva para este tipo de alimento na Capital.

“Temos clientes fiéis e recebemos muitos elogios. A gente consegue tirar no mínimo R$ 400 por semana aqui, fora os produtos que vendemos para escolas e outros lugares”, conta orgulhosa. Segundo Tininha, a vida melhorou bastante depois que o casal não precisou mais fazer uso de agrotóxicos. “Trabalhamos e passamos o resto do dia muito mais dispostos”.

Aos 72 anos, dona Zenir de Souza se orgulha de ter passado uma vida inteira dedicada ao campo. A cultura de produzir para alimentar a família foi herdada dos pais. “Nunca usamos agrotóxico, era sempre o esterco, a urina animal ou outros meios naturais que defendiam os alimentos das pragas”, enfatiza.

A produção, localizada na região de Rochedinho, não era alvo de lucros até 2009, quando conheceu o projeto PAIS. “Meu vizinho me falou para procurar o Sebrae e, desde então, começamos a produzir para vender”, diz. O novo negócio familiar motivou o retorno de seu filho Jeremias, que desde a adolescência morava na Capital.

“Fiz faculdade de turismo, estava numa empresa, e vi a possibilidade retornar ao campo para trabalhar com o orgânico. Sei que foi uma decisão acertada”, destaca Jeremias, que depois se especializou em gestão de agronegócios. Hoje, aos 27 anos, trabalha com a mãe e a esposa. “Cultivamos, em 39 hectares, frutas, legumes e hortaliças”, diz.

Recentemente adquiriram um trator e iniciaram a produção de leite orgânico, para vender derivados. O orgânico valoriza na hora da venda. “Comercializamos R$ 700 por dia de feira na Capital, além disso, conseguimos acessar o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos, do Governo Federal]”.

A 70 km da Capital do Estado, em Sidrolândia, um casal de idosos cultiva uma horta de encher os olhos; uma variedade que vai desde alface e rabanete, até frutas como melancia, tangerina, amora e pitanga.

Dona Teresa e Luiz Piessanti carregam o espírito desbravador do Sul do país, que levou os dois a procurar ares sul-mato-grossenses, e fazem do cultivo da terra uma história de vida, que ajudou a criar filhos e netos, hoje moradores da cidade e que os visitam sempre quando podem. “A gente não tem preguiça. O que der pra fazer, a gente faz, enquanto tivermos forças. Aqui tem de tudo, graças a Deus”, diz orgulhoso Sr. Luiz, com um largo sorriso.

Quem também se entusiasma ao contar sua história de vida é Antônio Benjamin Mariano. Ele possui uma pequena propriedade que faz parte do Assentamento Conquista, em Bandeirantes, e vive da produção agroecológica e da pecuária leiteira, que juntas garantem R$ 2.400 por mês ao produtor; somados à aposentadoria pouco mais de um salário mínimo.

Mas para quem saiu da roça para a cidade com 16 anos de idade, trabalhou por 35 com carteira assinada e depois voltou às origens, isto tudo significa mais que uma renda. “Tem coisa que eu acredito que a gente já nasce no sangue. Aqui é um sonho que eu estou realizando. Nunca tive a cabeça tão tranquila igual agora”, garante.

Projeto de referência

Todos estes produtores fazem parte do PAIS – Produção Agroecológica Integrada Sustentável, projeto social do Sebrae em parceria com a Fundação Banco do Brasil e prefeituras municipais. Eles recebem ferramentas e capacitação para trabalharem de maneira sustentável e rentável.

No Mato Grosso do Sul, ao todo, são 350 unidades do PAIS, distribuídas pelas cidades de Bandeirantes, Campo Grande, Jaraguari, Sidrolândia, Terenos e Três Lagoas.

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