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17/12/2005 09:42

MS está no topo do ranking da maternidade precoce

Graciliano Rocha/Campo Grande News

No ano passado das 38.627 crianças recém-nascidas registradas em Mato Grosso do Sul 482 eram de mulheres com menos de 15 anos de idade, ou seja, 1,24%. Essa proporção se iguala à do Acre e apenas outros três Estados apresentam índices superiores no País Roraima (1,56%), Amapá e Tocantins (ambos 1,28%).

Os dados constam na Pesquisa do Registro Civil de 2004, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e colocam o Estado na liderança do ranking da maternidade precoce. O índice de crianças nascidas de mães com menos de 15 anos está abaixo, inclusive, da média do Nordeste, que é de 0,82%. Em Campo Grande a proporção de crianças nascidas de mães adolescentes é menor que a média estadual, ficou em 0,86%, representando 98 de 11.386 crianças registradas ao longo do ano passado.

Em números absolutos, 10 Estados tiveram mais registros de filhos de mães com menos de 15 anos que Mato Grosso do Sul, cujo número se igualou ao de Santa Catarina.

O problema da maternidade precoce tem reflexos múltiplos. Quem sofre não é só a mãe adolescente. O problema tem cunho social e se reflete em necessidade de maior suporte público. O diretor-clínico da Maternidade Cândido Mariano, Valdimário Rodrigues Júnior, explica que muitas vezes as meninas acabam sendo mães solteiras.

Como o corpo da adolescente ainda não está preparado e não atingiu a maturidade hormonal a gravidez é de risco para a mãe e para a criança. Muitos dos bebês nascem prematuros, sobrecarregando a estrutura de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) neo-natais que já é bastante frágil. Para a mãe as conseqüências não são menos graves, ela pode sofrer de descontrole hormonal, problemas de crescimento e até mesmo caminhar para uma obesidade, se o acompanhamento nutricional não for adequado.

Rodrigues ressalta que é necessário que sejam implantadas políticas públicas de planejamento familiar, especialmente em cidades do interior, difundindo informações sobre uso de contraceptivos e fornecendo-os aos adolescentes. Para ele, é preciso criar motivação para que os médicos obstetras e ginecologistas possam estar nesses municípios, desenvolvendo palestras e atendendo a população. A Maternidade Cândido Mariano é um dos hospitais que sente de forma mais aguda essa carência. Atende partos de gestantes de Campo Grande, além de praticamente a totalidade dos partos de mulheres procedentes de Rochedo, Terenos, Corguinho, Ribas do Rio Pardo e Bandeirantes.

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