Cassilândia, Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2019

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21/01/2019 08:40

MS é o terceiro em redução com mortes por armas de fogo no Brasil

Campo Grande News

Mato Grosso do Sul está na lista dos seis estados que apresentaram redução no número de mortes causadas por armas de fogo no Brasil entre 2001 e 2016. Perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro, o Estado ocupa o terceiro lugar, com 17% a menos nos casos.

Segundo levantamento feito pelo jornal O Globo após o presidente Jair Bolsonaro assinar decreto que facilita o acesso às armas e divulgado neste domingo (20), entre 2001 e 2016 quase 600 mil pessoas — 595.672 — morreram no país vítimas de disparos, o que representa 70% do total de homicídios no período. Uma média de 37.229 assassinatos por armas ao ano, ou um a cada 14 minutos.

De lá para cá, as mortes por armas de fogo cresceram 33%. Neste período apenas oito estados da federação registraram estatísticas abaixo da nacional e seis reduziram os casos. Mato Grosso do Sul aparece em terceiro lugar, com uma redução de 17%, perdendo para o Rio de Janeiro, com 34% e São Paulo, com 74%.

Em 2001 foram registradas 18.81 mortes por arma de fogo a cada 100 mil habitantes, totalizando 397 casos no Estado. Já em 2016, o número caiu para 12.23 mortes por disparos, ou 328 assassinatos durante o ano todo. Pernambuco, Espírito Santo e Distrito Federal também registraram redução dos índices.

Por outro lado, 19 estados tiveram um desempenho ainda mais preocupante do que a média nacional. Com exceção de Pernambuco, em todos os estados do Nordeste os assassinatos por armas, no mínimo, dobraram. Em Sergipe, o índice representa 86% do total de homicídio, em Alagoas o índice é de 85%.

Conforme o jornal, a aumento da violência na região e no Norte do país impulsionou os dados nacionais. Em 2001, as mortes provocadas por armamentos nas duas regiões representavam 26% do total do país. Quinze anos depois, o peso no índice nacional passou a ser de 55%.

O aumento nos homicídios por arma de fogo é atribuído à expansão de facções criminosas do Rio e de São Paulo e também ao fortalecimento de organizações criminosas locais, o que geral as por territórios.

Segundo estudos apresentados pelos pesquisadores Camila Nunes Dias e Bruno Paes Manso no livro “A Guerra: A ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil”, a violência nos estados está diretamente ligada à hegemonia das facções. Mato Grosso do Sul está entre os três únicos com controle quase absoluto do PCC (Primeiro Comando da Capital), junto com Paraná e São Paulo.

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