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20/08/2007 16:02

MS é 3º no ranking da carga tributária

Uma queda-de-braço silenciosa acontece neste momento, na pecuária de corte no Brasil. Enquanto os frigoríficos tentam fechar contratos futuros com liquidação física para o segundo semestre - e, assim, encher as unidades para o abate -, os pecuaristas tentam prolongar a situação de escassez de animais com o objetivo de manter a elevação de preços da arroba, a primeira realmente expressiva nos últimos três anos.

O preço médio de 2007 já está 20,3% maior que o do ano passado. Nas duas últimas semanas, o preço bateu recordes nominais diários. É o primeiro ano desde 2004 que o aumento do preço da arroba poderá superar os custos de produção na pecuária brasileira, revelam dados do Centro de Estudos em Economia Avançada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq).

As associações dos pecuaristas perceberam o momento e começam a sair a campo para convencer o setor a prolongar a escassez. "Precisamos recuperar a rentabilidade, só depois podemos pensar em recuperar o rebanho", sustenta Laucídio Coelho Neto, pecuarista e presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), grande centro da pecuária nacional. Só o plantel que vaga nos campos sul-mato-grossenses equivale ao da Austrália, o segundo maior fornecedor mundial de carne bovina. O primeiro é o Brasil.

O sucesso da estratégia depende ainda do grau de entusiasmo que o novo nível de preço da pecuária (na média, acima de R$ 60) provocará nos pecuaristas. Mas há uma orientação concreta: manter o elevado abate de matrizes, como ocorreu nos últimos anos.

Diferentemente do verificado até agora, a venda de fêmeas para os frigoríficos não servirá apenas para que os pecuaristas equilibrem as suas contas, mas para garantir a efetiva redução do plantel. Dados do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Agropecuária do Ministério da Agricultura em Mato Grosso do Sul indicam elevado volume de abate de fêmeas nos últimos anos. Em 1999, segundo relatório do órgão, os frigoríficos do Estado abateram 919,7 mil matrizes e 2 milhões de bois.

Em 2005, os abates atingiram 1,923 milhão de fêmeas. No ano passado, foi vendido para abate 1,7 milhão de matrizes. Até julho deste ano, o descarte de fêmeas no Estado superou 1 milhão de cabeças. Foi o primeiro ano desde 2005 em que o abate de bois voltou a ser maior que o de matrizes.

"Precisamos voltar a matar vacas", diz Coelho. Sem matrizes não há gado novo para recria e engorda. Nos últimos meses, o bezerro virou escasso e valioso. O preço médio no ano, segundo o Cepea, já é 22,8% superior ao de 2006 e tende a aumentar.

Segundo o vice-presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, o descarte de fêmeas nos últimos anos foi tão significativo que o plantel diminuiu de 25,8 milhões em 2004 para 23,4 milhões no ano passado. Já há uma pequena recuperação, mas Riedel também defende o retorno do abate de matrizes nos próximos meses como forma de manter a pressão no preço da arroba a fim de se recuperar a rentabilidade da pecuária.




Correio do Estado

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