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01/03/2004 15:23

MS começa a enfrentar crise na suinocultura

Adriana Molina

Os suinocultores do Estado já começam a sentir a redução das importações da Rússia de carne suína. O excedente é estimado em 100 mil toneladas e as empresas do setor em Mato Grosso do Sul não estão comprando o produto.

Segundo as informações da DFA (Delegacia Federal de Agricultura), a Seara reduziu o abate por estar no limite da estocagem de carcaças. A Cooasgo fez o mesmo e o que não consegue abater aqui, exporta para estados vizinhos, principalmente Goiás e São Paulo. Hoje, a empresa fornece cerca de 1.100 animais por dia, mas tem capacidade para 1.200 animais/dia. Já o frigorífico Aurora, que abate animais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, tinha em novembro de 2003, cerca de 200 mil quilos em estoque, hoje tem 1,2 milhão quilos.

O problema é que o mercado russo era responsável por 80% do consumo da carne suína brasileira. Somado a isso, o brasileiro não tem o hábito de consumir o produto e o preço também assusta o consumidor.

A saída encontrada pelo MAPA começa pela redução do plantel de matrizes, entre 0,5% e 1%. Diminuir de quatro quilos por cabeça o peso médio de abate, abater leitões de 24 quilos e também realizar uma campanha de marketing interna do produto pode amenizar o problema.

Segundo Ademar da Silva Júnior, diretor secretário da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), a melhor alternativa é investir no aumento do consumo interno, apesar da falta de cultura do consumo dessa carne no Estado. "É uma das soluções mais viáveis, é preciso fazer uma campanha agressiva, com pontos de vendas em açougues e supermercados que possam ter acesso a essa carne e ofertá-la a sociedade como um todo", afirma.

Ele explica que hoje é raro encontrar em mercados e açougues gôndolas com a carne suína à disposição do consumidor comum. Esse produto fica em poder das indústrias que exportam ou processam, agregando valor e transformando-a em derivados como presunto. "A disponibilização dessa carne in-natura ao consumidor poderá minimizar o impacto da crise até que possamos negociar novas cotas de exportação e buscar novos mercados", completa.

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