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24/09/2008 14:56

MS ainda lidera ranking de divórcio consensual no Brasil

Renato Lima - Campo Grande News

Que Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de divórcios, proporcional ao número de casamentos, já não é novidade. Mas a pesquisa de Indicadores Sociais, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revela que dessas separações, 81,8% são consensuais, ou seja, acordadas entre os noivos. O índice estadual ficou 5,8% acima do índice nacional, que foi de 76%.

Os dados do IBGE sobre a nupicialidade de Mato Grosso do Sul levam ao questionamento do valor do casamento. A união estável oficializada estaria perdendo o papel religioso e cultural, transformando-se em um contrato, onde não consta a cláusula “até que a morte nos separe”.

A maioria das separações ocorre quando o casal ainda não tem filhos. Representam 37% de todas os divórcios. Em segundo lugar, com 29%, aparecem as separações quando os filhos do casal já estão em idade adulta.

Para a psicóloga Alessandra Moraes Canteiro, esses altos índices de separação em fases extremas do casamento (quando o casal inda não tem filhos, ou então, quando os filhos já estão e maior idade), revela que os filhos ainda são levados em consideração na hora de desmanchar uma família.

“Eu não acredito que o filho segure o casamento, mas prorroga”, comenta.

Ela explica que a separação depois de um longo tempo de casamento é motivada muitas vezes pelo desgaste do casal. Já no caso de jovens casais, a incompatibilidade de gênios e influência da família interfere na constituição da família. “A verdade é que as pessoas estão menos tolerantes e mais independentes e isso acaba dificultando a vida a dois”.

Em ambos os casos a mulher ainda é quem mais pede pelo divórcio, afirma a pesquisa do IBGE.

Casamentos – Em ritmo menor, mas também em crescimento está o número de pessoas que decidem pela união estável. Em 1996, 6,3 mil casais oficializaram a união, já em 2006, 7,8 mil casais disseram “sim”.

O aumento da procura pela oficialização deve-se ao Código Civil Renovado em 2002 e aos casamentos coletivos que facilitaram custos e burocracia.

A união entre solteiros caiu 6,6% em Mato Grosso do Sul, enquanto no Brasil a queda foi de 4,9%.

Ao passo que o casamento entre solteira e divorciado e, divorciada e solteiro, dobrou nos últimos dez anos.

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