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28/10/2009 13:17

MS-306 é a pior rodovia do Estado, aponta pesquisa

Fernanda Mathias, Campo Grande News

A pesquisa da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) que avalia as condições das rodovias brasileiras apontou que em Mato Grosso do Sul a mais problemática é a MS-306, que liga o município de Costa Rica a Cassilândia.

O trecho analisado foi o km 103, onde o pavimento e sinalização foram considerados ruins e a geometria péssima.

Ao longo do ano vários acidentes graves ocorreram na rodovia, muitos com mortes. O governo estadual pretende recuperar 141 quilômetros da pista através do plano MS Forte, lançado no início deste mês.

Regular – Em geral, de uma extensão de 3.728 quilômetros avaliados em território sul-mato-grossense, 11,2% foram considerados ruins e 0,9% péssimos. Para 60,8% da extensão a avaliação foi regular, 19,7% boa e 7,4% ótima.

A MS-306 foi a única considerada ruim quando analisados todos os aspectos: pavimento, sinalização e geometria. As duas consideradas boas foram a MS-134, entre Batayporã e Porto Primavera e a BR-158, ao leste do Estado.

As demais foram avaliadas como regulares. Quanto ao estado do pavimento, além da MS-306 a MS-444, na região do Bolsão, também foi considerada ruim.

Um dos principais problemas detectado foi a falta de acostamento. Em 1.799 quilômetros (48% da malha) não há acostamento, contra 1.929 que têm. Da área com acostamento, 1.524 quilômetros estão em estado perfeito.

Quanto à sinalização, o gargalo está justamente onde há mais risco: nos trechos com curvas perigosas. São 240 quilômetros dos quais apenas 44 km estão devidamente sinalizados e protegidos com defensas, sendo que em 96 km não há sequer placas com avisos.

Sobre a condição da superfície das pistas, 873 quilômetros estão em estado perfeito (23% da extensão), 1.547 quilômetros estão desgastados (41%) e 1.169 (31%) têm trincas e remendos. Há ainda 105 quilômetros com buracos e 34 que estão totalmente destruídos.

Em apenas 14 quilômetros foi verificada a necessidade de reduzir a velocidade devido ao estado do pavimento.

Em relação à sinalização horizontal nas faixas centrais, estão desgastadas em 516 km de rodovia e inexistentes em 218 km. Nas faixas laterais o problema é maior, há desgaste em 645 km inexistente em 463.

As placas com limite de velocidade estão presentes na maior parte da malha, 3.255 km, porém, em 1.880 km estão desgastadas e difíceis de ler e totalmente ilegíveis em 30 km.

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