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25/04/2006 06:06

MP pede quebra de sigilo bancário de três entidades

Shirley Prestes/ABr

Trinta e sete integrantes da Via Campesina, rede de organizações que atuam no campo, foram denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul pela ocupação do horto florestal da Fazenda Barba Negra, ocorrida no dia 8 de março. Assinada pelo promotor Daniel Soares Indrusiak, a denúncia acusa as 37 pessoas de delitos de dano, furto, cárcere privado, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Indrusiak disse que também foi pedida a quebra do sigilo bancário de três entidades ligadas à Via Campesina. São elas: Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Região Sul do Brasil (AMTR/Sul), Associação Nacional das Mulheres Camponesas (ANMC), e Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Rio Grande do Sul (MMTR). "Eles planejaram e organizaram a ação criminosa, valendo-se de suas condições de representantes", destacou o promotor.

Conforme o Ministério Público, também foi apurado que os denunciados planejavam a ação há pelo menos 90 dias, "utilizando como subterfúgio a ocorrência de grande evento de debates políticos e sociais na capital", no mesmo período, conforme atas de reunião e preparação apreendidas em Passo Fundo. "Assim, foi organizado eficiente mecanismo de transporte para centenas de manifestantes, em sua maioria armados de foices, facões, pedaços de madeira e varas de taquara com facas amarradas à extremidade, até Barra do Ribeiro", disse Indrusiak.

A Polícia Civil e o Ministério Público de Barra do Ribeiro (RS) instauraram inquérito para investigar a ocupação por centenas de manifestantes. No ataque, foram danificadas as plantações de eucaliptos e outras árvores destinadas à indústria de celulose e papel mantidas pela empresa Aracruz Celulose S/A, em Barra do Ribeiro.

Entre os 37 indiciados está João Pedro Stédile, um dos coordenadores nacionais do MST. Embora não tenha sido comprovada a presença de Stédile na ocupação, o Ministério Público entende que ele exerceu função decisiva "no planejamento e na execução do crime", já que "estimulou os demais denunciados à prática do delito".

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