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17/05/2005 06:56

Movimento convida para reunião

O Movimento sul-mato-grossense pelo desarmamento marcou reunião para amanhã em Campo Grande. Veja a matéria enviada pelo movimento sobre o assunto:

As estatísticas e as manchetes dos jornais todas as manhãs já nos dizem tudo: as tensões do cotidiano, uma arma ao alcance das mãos, uma raiva e um descontrole momentâneo e a tragédia irreversível.
Os números também nos dizem muito sobre os motivos dos homicídios: a maioria não são praticados por bandidões mal-encarados, ou por assassinos cruéis, mas sim por cidadãos comuns, pais de família e trabalhadores em discussões banais, com amigos de bate-papo, churrasquinho e cerveja de final de semana ou por ciúmes ou outras intrigas familiares, de vizinhança ou de pequenos acidentes de carro.
Nesse contexto, as armas de fogo são os principais instrumentos facilitadores, ou até mesmo, indutores dessas tragédias: no Brasil, em 2002, 68,7% dos homicídios foram praticados com armas de fogo. Nesse mesmo ano, dos 48.196 jovens de 15 a 24 anos mortos, 14.983, ou seja, 31,2%, foram vítimas de armas de fogo.
E o pior é que, além das maiores vítimas serem exatamente os jovens, esses números vêm crescendo assustadoramente: em 1998, 66,1% dos homicídios de jovens foram praticados com arma de fogo. Esse percentual subiu para 74,2% no ano 2000 e para 75,3% em 2002.
Esses números todos fazem com que o Brasil ocupe lugar de destaque em estatísticas macabras: o país é recordista mundial em mortes por armas de fogo, com uma taxa de 18,7 por 100.000 habitantes, seguido pelos Estados Unidos, com 10,5 e pela Finlândia, com 5,7 por 100.000. Para se ter uma idéia comparativa, a Austrália está em 17º lugar no ranking com 1,8 por 100.000, o Kuwait, com 0,8 e o Japão com 0,1 por 100.000.
O Brasil também ocupa outro centro do pódio: em 1999, foram nada menos de 62,7% de homicídios com o uso de armas de fogo, seguido pela Holanda, com 36,9%, pela Alemanha, com 21,6% e pela Austrália, com 19,0%. Nessa mesma classificação, 22 outros países ficaram na marca dos 12,5% e o Japão, com 3,1% dos homicídios com o uso de armas de fogo.
Nesse cenário e com o advento da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, o Estatuto do desarmamento, o país começa a enfrentar definitivamente a questão da posse e comercialização de armas de fogo. O referendo popular, a ser realizado em outubro deste ano, será um marco importante e um divisor de águas, onde a própria sociedade terá a oportunidade de decidir se devemos ou não permitir a venda e posse de armas de fogo no país.
Assim, a sociedade civil organizada tem o dever de conscientizar a população, debater a questão da violência e até mesmo o sistema e as políticas de segurança pública, cobrando do estado o cumprimento do seu papel primordial que é o de garantir o bem comum.
Nesse sentido, estamos convidando V.Sa. e as diversas instituições da sociedade com o objetivo de organizarmos no Mato Grosso do Sul um grande movimento pela paz, pela não violência e pelo desarmamento. Para tanto, realizaremos, no próximo dia 18, quarta-feira, as 18 horas, no auditório do Sebrae, uma reunião para debater a questão e organizar a campanha.
Queremos organizar uma campanha ampla, suprapartidária, com muitas atividades em cada espaço: igrejas, universidades, escolas, bairros, onde cada um, usando da sua criatividade, possa estar sensibilizando as pessoas a votarem contra a venda de armas no Brasil. Queremos organizar uma campanha onde todos os homens e mulheres de boa vontade e que amam a paz sejam bem-vindos.


Movimento Sul-Matogrossense pelo desarmamento

Contatos
Saulo Monteiro – 9984-1035
Ana ou Beatriz – 352-3793 / 351-5164

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