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15/09/2007 18:18

Motociclistas não concordam com normas do Contran

Isabela Vieira e Aline Bravim /ABr

Brasília - Apesar de ter mais tempo para adaptar o capacete às novas regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o motociclista Jeovani de Oliveira disse que não tem a intenção de comprar um novo equipamento de proteção.

Para ele, que disse dirigir há nove anos sem ter sofrido nenhum acidente grave, a certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) é suficiente. Na opinião de Oliveira, os demais itens do texto do Contran que tratam de elementos refletivos, como viseira do padrão cristal para a noite, não trazem melhorias.

“Isso não tem nada a ver com segurança. O mesmo efeito que esse novo capacete pode ter, os que usamos já são capazes de oferecer”, afirmou. “Não é preciso mudar nada", acrescentou, ressaltando que medida servirá apenas para arrecadar mais impostos com a venda dos capacetes.

Mesmo com o descontentamento de Jeovani de Oliveira, todos os motociclistas devem ter capacetes adaptados às regras até janeiro do próximo ano, sob pena de pagar multa de até R$ 191,54. Esse é o valor da sanção para quem é flagrado sem o equipamento.

Por isso, pensando na procura pelos capacetes certificados, a indústria nacional se prepara para produzir equipamentos adaptados – que já começaram a ser procurados.

De acordo com o consultor do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos (Sincodiv) do Distrito Federal, Maurício de Souza, para atender à demanda a produção começou desde o primeiro semestre.

“ Os capacetes estão prontos, de antemão, para atender o público”, informou. Souza garante que mesmo antes da regulamentação da medida, os fabricantes têm se preocupado com a segurança dos motociclistas. “Diante dos acidentes sérios, decorrentes da má qualidade dos capacetes, as indústrias trabalham em projetos melhores e confiáveis”.

Atualmente, 80% dos capacetes comercializados seguem as normas de segurança estabelecidas, de acordo com o Sincodiv-DF. O sindicato também informa que a preocupação com os motociclistas têm se expandido e que o comerciante também orienta o cliente antes de vender o equipamento.





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