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13/11/2005 15:16

Morre na Capital ambientalista que ateou fogo ao corpo

Shislaine Vieira e Marina Miranda/ABr


Faleceu por volta das 10h30 de domingo, na Santa Casa de Campo Grande, o presidente da Fuconams (Fundação para Conservação da Natureza de Mato Grosso do Sul), o ambientalista Francisco Anselmo Barros. Ele estava internado no hospital após atear fogo ao próprio corpo quando participava de protesto de ambientalistas, artistas e universitários no Calçadão da Barão, no centro da cidade, no final da manhã de sábado. O grupo chamava a atenção contra o projeto do governo do Estado que propõe a instalação de usinas álcool na BAP (Bacia do Alto Paraguai), que faz parte do Pantanal de Mato Grosso do Sul. Em meio às apresentações musicais e de artistas, Barros colocou dois colchonetes no chão, enrolado-os ao corpo, espalhou gasolina e ateou fogo.

Barros teve queimaduras de 1º, 2º e 3º graus que tomaram conta de 100% do corpo. Ele foi levado ao hospital, onde foi internado na CTI (Centro de Terapia Intensiva) e respirava com a ajuda de aparelhos. O quadro era gravíssimo.

O gesto de Francelmo, como o ambinetalista era chamado pelos amigos, surpreendeu. Jorge Gonda, que também estava no protesto, disse que Barros participou normalmente do ato, depois entregou-lhe uma pasta e avisou que já voltava.

Logo surgiram as chamas no calçadão, próximo ao Bar do Zé, chamando a atenção de todos. Depois descobriu-se que havia uma pessoa em meio ao fogo. Houve correria, chegaram a sugerir utilizar água para conter o fogo. Foram usados cobertores e roupas de lojas próximas e extintor de incêndio.

O diretor jurídico da Fuconams, Douglas Ramos, ajudou a prestar socorro sem saber que se tratava do amigo, tamanha a extensão dos ferimentos. Na pasta que entregou a Gonda, o ambientalista deixou série de cartas a amigos, familiares e à imprensa, onde falava em dar a vida pela causa do Pantanal. Na mensagem à imprensa, ele registrou críticas ao poder público. Outra carta trazia relato sobre o velório. Ele pedia que fosse em capela da Rua 13 de Maio, área central.

Pioneirismo - A Fuconams (Fundação para Conservação da Natureza de Mato Grosso do Sul) é uma das primeiras entidades de defesa do meio ambiente do País. Barros era articulador da criação e conselheiro da A.M.E. (Associação Mato-Grossense de Ecologia), primeira entidade ambientalista do Estado de Mato Grosso, membro fundador do Conama (Conselheiro Nacional de Meio ambiente) e do CECA (Conselho Estadual de Controle Ambiental), além de consultor na instalação da WWF Brasil, membro da Diretoria da Rede Mata Atlântica e da Rede Ambientalista Greenpeace, na campanha dos Transgênicos.

O ambientalista, que também era jornalista, ocupou ainda cargos no CMMA (Conselho Municipal de Controle Ambiental), foi membro da Abrajet (Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo), da ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra), diretor executivo da Editora Saber Ltda, diretor executivo da Associação de Fomento e apoio às Artes e a Cultura em Geral. Filiado ao Fórum Brasileiro de ONGs, à Associação Brasileira de ONGs e participante da Rede Rios Vivos, Rede Pantanal, Rede Aguapé de Educação Ambiental, Rede Cerrado, Instituto Socioambiental, W.W.F., Conservation International e SOS Mata Atlântica e coordenador do Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e de Fórum de Defesa do Pantanal.

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