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12/02/2010 09:30

Mesmo com oferta reduzida e poucos negócios, arroba recua

Beef Point

Após 3 semanas seguidas em alta, a arroba do boi gordo perdeu um pouco da sustentação que vinha apresentando. O mercado segue trabalhando em ritmo lento, com oferta curta e volume de negócios reduzidos.
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista acumulou variação negativa de 0,42% na semana (03/02 a 10/02), sendo cotado a R$ 76,67/@ na última quarta-feira. O indicador a prazo registrou desvalorização menor (-0,22%) no mesmo período e foi cotado a R$ 77,76/@. Apesar da retração observada na semana, ontem o preço da arroba levantado pelo Cepea estava 2,07% acima do valor registrado no mesmo período do mês passado.

Segundo o Boletim Intercarnes, a procura não apresentou evolução efetiva, contudo se mantém a pretensão de melhores de venda, o que torna o mercado um pouco indefinido apesar da expectativa de preços firmes. As ofertas seguem apenas regulares, sinalizando uma possível falta de mercadoria.

No atacado paulista, o traseiro foi cotado a R$ 6,40, o dianteiro a R$ 3,60 e a ponta de agulha R$ 3,40. O equivalente físico foi calculado em R$ 73,77/@, com alta de 0,27% na semana. O spread (diferença) entre indicador e equivalente recuou para R$ 2,90/@, abaixo da média dos últimos 12 meses, que é de R$ 3,65/@.

O indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 598,56/cabeça, com recuo de 3,72% na semana. A relação de troca está em 1:2,11.

Fernando do Prado Vitoriano, leitor do BeefPoint de Cuiabá/MT, comentou através do formulário de cotações do BeefPoint que na sua região o bezerro desmamado está sendo negociado a R$ 550,00. "Os preços apresentam estabilidade, com oferta e demanda em equilíbrio, mas em maio vai haver a desmama e com isso aumento de oferta e o preço recebe influência", completa.

Márcio Vinícius Ribeiro de Moraes informou que em Rondonópolis/MT o bezerro Nelore de 180 kg está valendo R$ 600,00/cabeça.

Chicão Caruzo, de Paragominas/PA, informou ao BeefPoint, que no Pará os bezerros desmamados estão sendo vendidos a R$ 2,7/kg vivo (R$ 486,00/cabeça) e as fêmeas da mesma idade valem R$ 2,15/kg vivo (R$ 333/cabeça).

Matéria do Diário de Cuiabá, informou que no MT os preços dos animais de reposição também estão recuando. O recuo nos preços da arroba do boi gordo e a diminuição do abate de fêmeas no Estado podem ter influenciado esta queda. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a média de abate de fêmeas em Mato Grosso entre janeiro e setembro de 2008 comparados ao mesmo período de 2009 registrou queda de 8%.

O Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) divulgou recentemente que houve um aumento de 13% no rebanho de bezerros do estado e 8% no número de vacas com mais de 3 anos. Com esta maior disponibilidade de bezerros e uma demanda por reposição que ainda espera por uma melhora no valor da arroba do boi gordo, os preços do bezerro podem continuar pressionados.

Segundo o superintendente da Associação dos Criadores do Estado (Acrimat), Luciano Vaccari, o preço do bezerro não está caro. "O que está barato é a arroba do boi gordo. O bezerro é a moeda da pecuária. Se temos bezerro valorizado, o preço do garrote também estará valorizado e, consequentemente, a arroba do boi gordo terá melhor cotação". Para Vaccari, bezerro de qualidade "tem que valer mais, o que não estamos observando no momento".

Ele lembra, entretanto, que a desvalorização neste período do ano é considerada normal. "É natural que os preços do bezerro oscilem porque estamos no período da safra e caminhando para o desmame, quando a oferta de bezerro sempre aumenta".

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes informou, essa semana, que recebeu um comunicado do Ministério da Agricultura da África do Sul anunciando a abertura de seu mercado para a carne bovina brasileira, dando fim ao embargo iniciado em 2005.

Conforme o Mapa, 57 plantas estão habilitadas, mas não é garantido que a certificação continuará válida. "A abertura de qualquer mercado é importante, já que as exportações estão ruins", afirma o diretor do Sicadergs, Zilmar Moussalle.

A retomada da demanda, como reflexo da recuperação da economia global, já favorece as exportações de carne bovina.O setor exportador registrou em janeiro passado crescimento dos volumes vendidos e também dos preços da carne no mercado internacional, em comparação ao mesmo período de 2009.

"Há uma recuperação da demanda global que estava reprimida por causa da crise", diz Otávio Cançado, diretor-executivo da Abiec.

Apesar de alguns países do bloco ainda não terem saído totalmente da crise, há uma maior da demanda na UE porque os estoques de carne estão baixos. Além disso, a Argentina, importante fornecedor mundial, está exportando menos para garantir a oferta doméstica.

Apesar dos sinais de retomada as exportações, em 2010 o mercado deve continuar sendo uma importante fonte de receita para os frigoríficos brasileiros. Para a JBS as operações de bovinos no Brasil voltam a ser uma das principais apostas do grupo em um momento em que o mercado global ainda sofre com as sequelas de uma de suas piores crises, avaliou Joesley Batista, presidente da maior empresa de proteína animal do mundo.

"Acho que [a crise] passou, só que tem sequelas... O mercado está bom, mas talvez não esteja tão bom quanto muita gente já estava precificando. Acho que o mercado interno vai ser melhor que o externo", declarou Batista.

De acordo com o presidente do JBS, o mercado brasileiro está "melhor do que a média" mundial. "Se for falar na ordem, primeiro o Brasil, segundo os EUA, aí vem outros como Rússia, China..., por último Europa e Japão, são os que estão demorando mais a retomar."

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