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Memória: Coutinho e Zito relembram os 47 anos do bi da Libertadores

Fábio Pereira, FPF

Coutinho e Zito relembram os 47 anos do bi da Libertadores

10.09.2010 Por Fábio Pereira

A conquista do bicampeonato da Copa Libertadores da América em 1963 ainda está viva na memória de muitos torcedores do Santos Futebol Clube. Neste sábado (11), o time de Vila Belmiro comemora os 43 anos dessa façanha, que marcou uma das mais belas páginas da história do futebol brasileiro.

Campeão no ano anterior, o Santos obteve o direito de entrar somente na fase semifinal da competição de 1963. Após eliminar o Botafogo (RJ) com um empate por 1 a 1 no Pacaembu e uma vitória por 4 a 0 em pleno Maracanã, os alvinegros tiveram o poderoso Boca Juniors da Argentina pela frente na decisão da principal competição sul-americana.

A vitória, por 3 a 2, na primeira partida decisiva disputada no Maracanã deu a vantagem do time santista jogar por um simples empate em La Bombonera. Mas segundo o ex-volante Zito, enfrentar o Boca Juniors não era tarefa fácil. “Como hoje, a arquibancada era praticamente dentro do campo e os torcedores jogavam junto com o time. Jogar no campo do Boca era, e continua sendo, praticamente, uma batalha”, ressalta o ex-capitão Zito, que hoje, com 78 anos, vive na cidade de Santos.



O ex-atacante Coutinho, autor do gol de empate na Argentina também é mais um que faz questão de relembrar as dificuldades de se jogar no campo do Boca Juniors. “Jogar na Bombonera sempre foi difícil e naquela época era muito mais. A torcida argentina fazia o clima ficar muito tenso e pesado, principalmente quando o Boca Juniors abriu 1 a 0 no placar. Mas ainda bem que soubemos cadenciar o jogo e não cair em desespero. Seguimos com tranquilidade e tudo deu certo”, disse o ex-craque.

Integrante do maior time de futebol que o mundo já viu, Coutinho destaca as qualidades do grupo que tinha como principal estrela o Rei Pelé. “A equipe, no geral, era muito forte, mas claro que Pelé fazia a diferença”, ressalta o ex-camisa 9, que credita boa parte do título ao treinador da equipe. “Lula era um técnico que não gostava de inventar. Era um treinador frio e sabia o que tinha na mão. Deixava os jogadores à vontade e depois nos cobrava responsabilidade. Acho que por isso que o Santos sempre foi um time vitorioso”, acredita Coutinho.

Mesmo saindo de campo com a vitória e o título, Coutinho, que completou 67 anos em junho, lembra que o centroavante argentino quase estragou a festa santista. “O Boca tinha grandes jogadores, como o meio-campista Rattín e o atacante González. Mas o centroavante Sanfilippo, era muito bom de bola e deu trabalho à nossa defesa. Fez o primeiro gol do jogo, e isso mexeu um pouco com a nossa equipe”, destaca o santista, que credita boa parcela do título à bela atuação do goleiro Gilmar dos Santos Neves naquela decisão. “Gilmar pegou muito naquele jogo. Foi uma coisa extraordinária o que ele fez embaixo da meta. Fez defesas espetaculares que, com certeza, garantiram o título. Só faltou fazer chover”, ressalta o ex-parceiro de Pelé.




Fã do futebol dos novos meninos da Vila, Coutinho espera que o time comandado por Dorival Júnior consiga levar o tricampeonato da Copa Libertadores para Santos. “Vejo muita qualidade nessa nova garotada do Santos. O que mais me deixa tranquilo e esperançoso é que eles sempre mantiveram os pés no chão e continuam mostrando tranquilidade. Agora é só continuar trabalhando sério e fazer um bom trabalho na Copa Libertadores do ano que vem. Acredito que estejam no caminho certo”, ressaltou Coutinho, que tem a mesma opinião de Zito. “Sem fazer comparações, o Santos também tem uma estrela: o Neymar. O garoto também é um craque e se permanecer até o ano que vem vai fazer com que o Santos faça uma boa campanha na Copa Libertadores. Ele faz a diferença e o Santos vai chegar longe na competição em 2011, pois tem um grupo e uma comissão técnica séria”, afirma o ex-volante santista entre 1952 e 1967.

Verdadeiro líder dentro de campo, Zito, que foi nove vezes campeão paulista (1955, 1956, 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1967), bicampeão mundial interclubes (1962/63), pentacampeão da Taça Brasil (1961/62/63/64/65), ressalta a qualidade dos adversários da época e a importância em sua carreira em conquistar o bicampeonato sul-americano (1962/63). “Vencer a Copa Libertadores é uma coisa fantástica, algo indescritível. Tem todo um projeto para ser disputada e leva um bom tempo para a equipe conseguir chegar a participar. Peñarol, do Uruguai, e River Plate, da Argentina, também eram times muito fortes e valorizaram nossas conquistas. Com toda a certeza, é um título muito especial e um dos mais importantes da minha carreira pelo Santos”, concluiu.

11/setembro/1963
Boca Juniors 1x2 Santos

Boca Juniors: Errea; Magdalena, Orlando e Simeone; Silveyra e Rattín; Grillo, Rojas, Menéndez, Sanfilippo e González.
Técnico: Aristóbulo Deambrosi.

Santos: Gilmar, Lima. Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Geraldino; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula.

Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina).
Árbitro: Marcel Dubois (França).
Público: 60.000.
Gols: Sanfilippo 01, Coutinho 05 e Pelé 37 do 2º tempo.

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