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29/10/2007 12:39

Médicos discutem risco de chegada de dengue tipo 4 a MS

Marta Ferreira e Nadyenka Castro - Campo Grande News

Depois da epidemia de dengue que, no ano passado, colocou Mato Grosso do Sul, em evidência nacional, a preocupação no Verão de 2007 no Estado é, claro, não repetir o que ocorreu em 2006. Para isso, médicos estão reunidos hoje e amanhã discutindo vários aspectos sobre a doença, com a presença do diretor nacional de e Investigação e Desenvolvimento do Ministério da Saúde Pública de Cuva, Erice Martnizes Torres, que é consultor da Organizanação Panamericana de Saúde em Dengue. Um dos assuntos é o risco de entrada da dengue tipo 4 no Estado, o que facilitaria a ocorrência de uma epidemia.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Eugênio de Barros, esse risco ocorre porque, como a maior parte das pessoas no estado já teve os outros três tipos da doença, fica suscetível ao tipo 4. Barros explicou que essa “modalidade” não é mais grave que as outras, mas como boa parte das pessoas não está imune a ela, seria um risco maior de epidemia.

Eugênio de Barros explicou que todos os tipos de dengue apresentam o mesmo risco. O que vai determinar a gravidade da doença, e se ela evolui ou não para a forma hemorrágica, é a condição do paciente.

Por enquanto, conforme o superintendente, não há informação a presença do vírus tipo 4 no Estado. Hoje, ele está ativo no Caribe, e a preocupação é que uma pessoa que viagem para essa região, por exemplo, traga o vírus para o Estado. Por isso, a vigilância dos médicos, o tratamento o mais precoce possível, e a participação da população para evitar a proliferação da doença são essenciais para tentar evitar uma epidemia como a que ocorreu ano passado.

Atendimento - No Verão passado, Mato Grosso do Sul teve 70 mil casos de dengue, 45 mil deles só em Campo Grande. No curso que estão fazendo, os profissionais de saúde, conforme Barros, estão discutindo como as equipes de saúde podem reduzir as internações e a letalidade da doença. Começar o tratamento o mais cedo possível é uma das formas de evitar necessidade que as vítimas precisam ir para os hospitais e ainda que cheguem a ter complicações derivadas da dengue.

Medidas simples, como a administração de soro, para combater a desidratação que acompanha a doença, podem ajudar no objetivo de reduzir internações e complicações, segundo Eugênio de Barros.


Crianças - Outro assunto que os profissionais estão debatendo são as diferenças em relação ao número de crianças que são vítimas da dengue. Há uma diferença muito grande entre as regiões, que é objeto de estudo.

Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, há bem menos crianças vítimas da doença do que no Nordeste. Existe uma dúvida entre os médicos se isso equivale dizer que as crianças aqui são mais resistentes à doença ou se está havendo subnotificação de casos.

Doze médicos estão fazendo o curso. São de Campo Grande, a maioria professores universitários, e o restante de Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Aquidauana e Ponta Porã e Coxim.

Depois desse evento, o Estado vai organizar cursos no interior para mulplicar informações aos profissionais de saúde tanto das cidades envolvidas quanto de municípios próximos.

Em Campo Grande, os próprios profissionais vão ficar responsáveis por organizar os eventos.

O superintendente de Vigilância em Saúde reforçou que a dengue é uma doença que não tem cura nem vacina com eficácia já comprovada. Por enquanto, cuida-se só dos sintomas até que o paciente se restabeleça. Ele reafirmou, ainda, a importância de participação da população na cruzada contra uma nova epidemia de dengue. “Se todo mundo colaborar as casas vão ficar com menos criadouros”, o que conseqüentemente reduz o risco de novos casos.

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