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29/01/2009 19:21

MEC suspende vestibular de três cursos de Medicina

Agência Brasil

Brasília - Três instituições de ensino superior tiveram os vestibulares do curso de medicina suspensos pelo Ministério da Educação (MEC). A determinação foi publicada hoje (29) no Diário Oficial da União por meio de medidas cautelares.

A Universidade Severino Sombra (RJ), Universidade de Iguaçu (RJ) e o Centro de Ensino Superior de Valença (RJ) estão proibidos de realizar qualquer tipo de processo para o ingresso de novos alunos. Se as instituições não regularizarem as pendências até junho desse ano, poderão ter os cursos descredenciados e não poderão mais funcionar.

A Universidade de Iguaçu já havia sido notificada pelo MEC em dezembro de 2008, porém não atendeu ao pedido de suspensão de ingresso de alunos e realizou vestibular. Com uma medida cautelar, os alunos que passaram nas provas estão impedidos de iniciarem o ano letivo.

Outra medida publicada hoje (29) foi a determinação de redução de 80 para 50 o número de alunos ingressantes na Universidade Metropolitana de Santos (SP). A medida é válida para o vestibular realizado nesse ano.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, descartou a hipótese de prejuízo aos alunos universitários. “O que o estudante precisa entender é que procuramos preservar o seu direito. Ao negar o seu ingresso em uma instituição que está mal estruturada, nós estamos preservando o seu direito de educação”, disse Haddad.

A Secretaria de Educação Superior (Sesu) organizou uma comissão em agosto de 2008, chefiada pelo médico Adib Jatene, para uma avaliação dos 17 cursos de medicina que tiveram notas insatisfatórias no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Segundo o ministro Haddad, a maior deficiência das universidades é a falta de estrutura para o exercício prático da medicina.

“A maioria [das instituições] não tem um convênio adequado com o hospital, não possui o número de leitos apropriados e não tem um bom número de profissionais que possam acompanhar a formação prática do estudante de medicina”, afirmou.


Entre os critérios avaliados pela comissão estão a organização didático-pedagógica do curso, a integração do curso com os sistemas local e regional de saúde, a carga horária dedicada ao SUS, a infra-estrutura da instituição e a oferta de disciplinas de práticas médicas.

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