Cassilândia, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

27/08/2008 20:17

MEC fecha 54% das vagas nas instituições de direito

Morillo Carvalho/ABr

Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, participa de entrevista coletiva sobre o corte de vagas nos cursos de Direito, ao lado do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezr Britto
Brasília - Por 11 meses, o Ministério da Educação supervisionou 81 cursos de direito no país. Com base em dois critérios objetivos – o da nota no Exame Nacional de Desempenho Estudantil (Enade) e no percentual de alunos aprovados no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – o resultado foi a redução de 54% das vagas oferecidas nestas instituições.

Em números absolutos, o percentual representa menos 24.380 vagas, das 45.042 oferecidas. A que teve o maior número de vagas reduzidas foi a Universidade Paulista (Unip), com corte de pouco mais de 6 mil, das mais de 10 mil ofertadas. Em seguida, o Centro Universitário Nove de Julho, também de São Paulo, com corte de pouco mais da metade das vagas: 2.594, das 5 mil que oferecidas.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a redução do número de vagas, isoladamente, representa um avanço. Entretanto, de acordo com ele, se o corte não for combinado com outras providências, a repercussão na qualidade é pequena.

“O termo de compromisso estabelecido com o MEC não prevê apenas o corte de vagas. Prevê a contratação de professores titulados, alteração do regime de trabalho do corpo docente, melhoria das condições de infra-estrutura. Só atacando o problema no seu conjunto, as deficiências todas que foram detectadas pela comissão supervisora, é que isso vai impactar na melhoria do ensino jurídico no país”, disse Haddad.

Segundo o ministro, a supervisão deve continuar a ocorrer semestralmente nos cursos de direito. Ele sinalizou que a avaliação que já vem sendo feita dos cursos de medicina apontam deficiências em instituições públicas de ensino superior – ao contrário do que ocorreu agora, em que só figuraram na lista instituições particulares. O curso de pedagogia deve ser o próximo a passar por supervisão.

Caso as deficiências não sejam equacionadas até julho do ano que vem, “a comissão [de supervisão] terá carta branca do Ministério da Educação para sugerir as medidas cabíveis”, disse o ministro, acrescentando que “a comissão vai voltar [às instituições] para verificar se o compromisso firmado está sendo honrado. Se isso não estiver acontecendo, pode chegar ao descredenciamento do curso”.

Para o presidente da OAB, Cezar Britto, houve uma banalização do curso pelo país, “que tem mais gente fazendo do que qualquer outro”, e a medida vai solucionar o problema do excesso de formados que não conseguem o registro da ordem, e agora a qualidade passa a ser valorizada.

Britto defendeu que os que foram prejudicados pela má qualidade das instituições em que se formaram devem buscar reparação na Justiça, com uma ação de perdas e danos, para conseguir a devolução da mensalidade e também a reparação por danos morais, “pela perda do tempo que estudou e não poder fazer valer, depois, o diploma que lhe prometeram”.

Os mesmos critérios do fechamento das vagas podem ser utilizados. “Eu não tenho dúvida de que, hoje, quem caiu no conto do vigário educacional, tem dados objetivos para buscar uma reparação. Tem o exame da ordem e tem o Enade comprovando que o erro não está nele, e sim na instituição, que não cumpriu o que prometeu”, afirmou Britto.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Quinta, 08 de Dezembro de 2016
10:00
Receita do dia
09:00
Maternidade
Quarta, 07 de Dezembro de 2016
20:20
Loteria
10:00
Receita do dia
09:00
Maternidade
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)