Cassilândia, Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

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21/06/2018 11:00

Mato Grosso do Sul encerrou maio com 287 postos de trabalho a menos

Correio do Estado

 

Mato Grosso do Sul fechou 287 postos de trabalho no mês de maio, resultado de 19.403 admissões e 19.690 desligamentos. Os dados foram divulgados ontem no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho, Emprego e Renda (MTE). No ano o saldo ainda é positivo de 6.510 vagas geradas no Estado. De janeiro a maio foram 104.996 contratações e 98.486 desligamentos.

O período de desenvolvimento final do milho safrinha nas lavouras sul-mato-grossenses acabou por minar a geração de trabalho na agropecuária, que teve saldo de -380, e liderou o resultado negativo. Já a indústria de transformação teve -293 vagas, puxado principalmente pelos setores de indústria de calçados que fechou 125 empregos, indústria metalúrgica com -58, papel e papelão com -36 e ainda madeira e mobiliário com -28.

O comércio normalmente um setor de empregos constantes também teve desempenho negativo e cortou 33 postos de trabalho.

Já o setor de serviços teve saldo positivo de 269 empregos, seguido pela construção civil com 91 novas vagas.

MUNICÍPIOS

No Estado, o município de Paranaíba teve maior saldo negativo entre as cidades do interior, com fechamento de 153 vagas, seguido por Três Lagoas com -121 e Rio Brilhante com -109 empregos.
Já a Capital registrou desempenho favorável com abertura de 204 vagas, seguida por Amambai com 82 novos empregos, e Ponta Porã com 80.

BRASIL

Foram criadas 33 mil vagas de empregos formais em maio no Brasil, segundo dados do Caged. No acumulado do ano foram mais de 380 mil novos postos de trabalho. “Acabo de receber os números do Caged. Foram criados mais de 33 mil empregos formais no mês de maio no Brasil, com destaque para o Sudeste e Nordeste. No acumulado do ano, passamos de 380 mil novos postos de trabalho”, escreveu ontem o presidente Temer em seu twitter. Com baixíssima popularidade, Temer ancora seu governo, o mais impopular da história -com 82% de reprovação- especialmente em duas medidas: a aprovação do projeto que cria um teto para os gastos públicos e a reforma trabalhista. Essa segunda, de acordo com o presidente, foi responsável pela criação de emprego, mas é muito criticada pela oposição pela retirada de direitos do trabalhador. O desemprego no país é de 12,9%, segundo o IBGE.

O número subiu em relação ao trimestre anterior (12,2%), mas caiu na comparação com o mesmo trimestre do ano passado (13,6%).

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