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11/11/2005 18:05

Matéria do Campo Grande News indicada para prêmio

Fabiana Silvestre/Campo Grande News


Reportagem do Campo Grande News intitulada “Acidentes de trabalho crescem 47% em 5 anos” foi classificada como finalista do Prêmio ABS de Jornalismo, na categoria Segurança e Saúde no Trabalho, Grupo Jornal Eletrônico.

De autoria das jornalistas Fernanda Mathias Orlando e Malu Prado, o texto aborda o aumento de 47,27% no número de vítimas de acidentes de trabalho em Mato Grosso do Sul em um período de cinco anos. Trata ainda das dificuldades enfrentadas pela DRT (Delegacia Regional do Trabalho) na fiscalização dos procedimentos para evitar acidentes e da falta de conscientização dos próprios trabalhadores, que abrem mão dos equipamentos básicos de segurança.

Os ganhadores do Prêmio ABS de Jornalismo serão anunciados em uma cerimônia no próximo dia 28 de novembro, no Hotel Grand Meliá Mofarrej, em São Paulo, que contará com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luis Marinho. O vencedor de cada categoria e grupo receberá o Troféu ABS de Jornalismo e aos finalistas será concedida placa de Menção Honrosa.

Leia a matéria

Acidentes de trabalho crescem 47% em 5 anos
Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005 16:35
Fernanda Mathias e Malu Prado

Em cinco anos o número de vítimas de acidentes de trabalho em Mato Grosso do Sul comunicado à Previdência Social aumentou em 47,27%, segundo dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Em um cenário em que muitas vezes os próprios trabalhadores são negligentes com a segurança, é difícil definir culpas.
O órgão responsável pela fiscalização, a DRT (Delegacia Regional do Trabalho), tem grandes limitações, atua com somente oito fiscais no Estado: seis em Campo Grande, um em Corumbá e um Paranaíba. “A questão da prevenção tem de ser falada nas empresas diariamente. É humanamente impossível a DRT fazer a fiscalização em todos os lugares”, diz a responsável pelo Núcleo de Segurança e Saúde no Trabalho, Clotilde Novaes.
Os dados da Previdência apontam que, no ano de 2003, foram 5.022 vítimas, das quais 4.290 envolvidas em acidentes típicos do próprio trabalho, 617 durante o trajeto e 115 por doenças ocupacionais. Em 1999, o registro havia sido de 3.410 acidentes de trabalho, dos quais 2.943 típicos, 364 de trajeto e 103 por doenças ocupacionais.
O aumento desses números vem ocorrendo em todos os anos a partir de 1999, mas os mesmos dados mostram redução no número de mortes de 2002, quando foram registradas 65, para 2003, com 49 óbitos. Mais de 30% deles ocorrem em Campo Grande.
Não é preciso andar muito para encontrar trabalhadores desprotegidos e expostos aos riscos de acidente nas ruas da Capital. Na construção civil, onde estão concentrados vários casos, o próprio trabalhador não demonstra preocupação com a segurança.
A uma altura de oito metros, fazendo o chapisco de um andaime em prédio comercial que está sendo edificado na rua Joaquim Murtinho, entrada do bairro Tiradentes, em Campo Grande, pedreiros dispensam equipamentos de proteção. “O andaime está bem seguro”, justifica Denis Velasques, um dos trabalhadores.
O mestre-de-obras, Manoel da Cruz, argumenta que como os pedreiros ficam mudando de lugar a todo o momento os equipamentos acabam atrapalhando. Cruz, que sustenta trabalhar há 40 anos no ramo “sem ter problema”, também afirma que dispõe de capacetes e cordas, mas que os próprios pedreiros se recusam a usar.
Ele admite que a altura em que os pedreiros estão trabalhando seria necessário o equipamento e disse a equipe de reportagem do Campo Grande News que amanhã providenciará os apetrechos.

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