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09/10/2007 08:55

Manoel Afonso: O melhor do Senado na capa da Playboy

Manoel Afonso

Usei essa frase (título) pessoal na minha coluna semanal e não resisti a tentação de dissecá-la ao máximo. E tenho bons motivos para isso. Afinal, a opinião pública tem bons motivos para tapar o nariz quando olha para o Senado. O que tem ocorrido ali é capaz de corar até frade de pedra. Aliás, um leitor comparava os tempos atuais com a época em que o nível do Senado era outro, muito melhor, onde os embates se restringiam aos problemas nacionais, mas sem desprezo à ética e postura maior. Figuras como Jarbas Passarinho, Franco Montoro e Paulo Brossard, por exemplo, respeitavam não só os colegas, como os próprios eleitores e a instituição. Tinham noção da responsabilidade e do papel que lhes era reservado naquela fase histórica, ainda sob a Ditadura Militar. Portanto, não é por acaso que qualquer jornalista sensato é obrigado a prestar-lhes essa homenagem através da inevitável comparação com os tempos atuais.
Hoje o Senado está irreconhecível: 11 suplentes, muitos dos quais despreparados, sem nunca ter disputado qualquer eleição, inclusive para diretoria de clube ou grêmio estudantil. É gente rica até, que levou vantagens com a ação de políticos e resolveu alcançar a notoriedade que o dinheiro às vezes não proporciona. É o caso daquele senador mineiro cabeludo, dono de faculdades, que tem desrespeitado o manual de conduta da casa.
Os últimos acontecimentos, envolvendo inclusive a figura de Renan Calheiros, bateram todos os recordes da anti-postura ao cargo de Senado. Não se pode esquecer que aquela Casa representa o equilíbrio federativo, porque são três representantes de cada Estado: do imponente São Paulo ao pobre do Piauí. Mas o perigo está aí batendo às portas: uma ala do PT aproveita essa crise para levantar a tese de que o Senado é uma casa perfeitamente dispensável e prega sua extinção pura e simples. Abriria assim as portas para arrombar a primeira porta do regime democrático e ceder espaço para o regime totalitário que lembra Chaves na Venezuela.
Claro que no Senado ainda existem personagens equilibrados, de perfil que merece nosso respeito, confiança e admiração até. Mas como são poucos, correm o risco de serem tragados pelo tsunami do “vale tudo”.
Diante desse quadro, e das perspectivas nada animadoras até o final deste ano, pode-se afirmar sem medo, que a capa da revista Playboy, mostrando a portentosa Mônica Veloso, foi o fato mais agradável – pelos menos aos nossos olhos, que o Senado produziu. Onde chegamos! “Brava gente brasileira”.

Manoel Afonso, comentarista da TV Record

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