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26/11/2007 07:00

Manoel Afonso: Eleição se ganha é nas cidades!

Manoel Afonso

Na eleição de Lúdio x Marcelo, em 1986, Schimidt pregava “boi não vota”. Os mais velhos certamente se lembram disso.
A frase irônica contra a imagem de pecuarista de Lúdio não era novidade para os mais atentos. Mas ela ratificava os números do colégio eleitoral, cuja maioria esmagadora já estava na zona urbana, da capital, Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Aquidauana, Paranaíba, Nova Andradina, Coxim e Naviraí.
É verdade que o campo nunca foi tão pujante economicamente como agora. Mas o fenômeno não veio acompanhado pelo aumento proporcional de sua população. Em algumas regiões, inclusive, houve queda do contingente populacional devido ao êxodo rural, provocando o inchaço das periferias de algumas cidades.
Claro que os políticos da nossa terra não tem esquecido dos eleitores e produtores da zona rural. Temas como a reforma agrária, violência no campo, eletrificação, transportes e crédito bancário são debatidos durante as campanhas e no plenário da Assembléia. Como se diz: “faz parte”, mas não é essencial do ponto de vista eleitoral. De vez em quando alguns deputados se postam como “paladinos” de grupos de “sem terra” em manifestações públicas. E só.
O curioso: se os trabalhadores rurais não têm expressão para decidir eleição, pode-se dizer o mesmo do patronato. Sindicatos rurais dos municípios e a Famasul não têm conseguido canalizar votos e nem influenciar outros segmentos produtivos. Quem imagina por exemplo, chegar à Assembléia com os votos dos ruralistas pode ir tirando o cavalo da chuva. Os números não mentem: jamais alguém chegou lá por essa via eleitoral.
Aos pretendentes menos avisados, o aviso: falta melhor marketing ao campo. Não adianta o campo prover as cidades e não saber se aproveitar disso. Fica a pergunta: será que com a chegada das dezenas de usinas de álcool no Estado, a situação mudará? Convém lembrar: os trabalhadores braçais (temporários) delas são “importados” do Nordeste e por suas raízes e interesses eleitorais de seus coronéis, eles não transferem o domicílio eleitoral.
Resumo da ópera: o campo até que ficou mais rico do ponto de vista econômico, mas continua pobre em votos. Azar de quem conta com eles! O melhor é investir no eleitor urbano.

Manoel Afonso
mcritica@terra.com.br

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