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27/07/2007 10:16

Manoel Afonso diz que "Vai passar. Cassilândia é maior"

Manoel Afonso

VAI PASSAR! CASSILÂNDIA É MAIOR QUE A CRISE.

“As flores do futuro estão nas sementes
de hoje.” (Jorge Luiz Borges)

Poderia estar falando sobre amenidades ou outros assuntos. Mas não! Depois que estive na cidade no início de Julho, entendi que é hora de ajudar a virar essa página. Percebi que os amigos não exageravam quando falavam do baixo astral que tomou conta de todos. Pensei comigo; a cidade mais parece um acampamento de sobreviventes céticos, tal qual a gente vê em filmes de tragédias.
Quando digo que a crise é pequena comparando-a com o potencial da cidade, tem é claro, o condão de levantar a moral da população. Mas faço amparada na própria história da comunidade que conheço em detalhes desde 1.974.
Os mais novos não sabem, à exemplo daqueles que chegaram depois. A primeira grande crise ocorreu quando José Fragelli era o governador e o “Pernambuco”prefeito.Tempos difíceis: arrecadação baixa, sem estradas, telefone, energia regular e água tratada. A Prefeitura sem estrutura para atender o município extenso que dividia com Alto Araguaia. Como a ajuda do Governo não saia das promessas, e o aniversário da cidade se aproximava, Pernambuco tomou uma medida drástica: fechou a prefeitura. A oposição até aproveitou depositando uma coroa fúnebre na calçada da Prefeitura. Mas o fato é que o Pernambuco acabou sensibilizando o Governo que depois mandou ajuda. O recurso foi válido.
Outra crise grave, mas de caráter institucional, ocorreu no governo do medico Antônio Teixeira. Candidato a deputado estadual, ele prometera renunciar. Mas como José Anselmo não pretendia assumir, tendo-se em vista seu projeto de tentar à Prefeitura na eleição seguinte, o sucessor natural seria o presidente da Câmara, Otaídes Cruvinel. Ocorreu que o prefeito acabou revendo seus planos e a renuncia foi procrastinada até o prazo limite. Toda essa indecisão causou transtornos políticos que acabaram por influenciar a administração. Com a renúncia, Cruvinel assumiu fez uma administração dentro do campo das possibilidades da época.
Embora perfeitamente previsível, a última crise que abalou fortemente a cidade, foi a emancipação do distrito de Chapadão do Sul. Caindo a arrecadação houve reflexo imediato nos cofres municipais e as dificuldades afloraram, pois o custo da maquina pública já era pesado. Não se pode esquecer a queda das vendas no comercio cassilandense, já que em pouco tempo a próspera Chapadão conseguiu sua auto-suficiência neste segmento e dos serviços em geral.
O relato destes três episódios incontestáveis mostra a capacidade de superação de nosso povo, sofrido é claro, mas dotado de um espírito teimoso até, não desanimando nunca. E não se pode esquecer: os tempos são outros e a diversidade da economia é cada vez mais latente, proporcionando outras opções antes inconcebíveis.
E lembro: ainda tem muita gente boa, que ama e acredita na cidade, que apesar de seus interesses conflitantes constroem um sonho convergente de fazer de Cassilândia uma comunidade melhor. Em cada rua, praça ou árvore que floresce, há um pouco de suor, amor e ligação mágica de cada habitante com essa terra incrustada entre a serra e o rio, numa paisagem de arrancar suspiros de quem chega para ficar ou simplesmente passa por aqui.
Xô pessimistas de plantão! Tudo vai passar! Sejamos cúmplices para uma Cassilândia melhor, que, aliás, agora só quer paz para seguir seu curso natural e ocupar seu espaço no cenário estadual. Desanimar jamais!
Manoel Afonso
(comentarista da TV.Record-MS)

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