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27/09/2007 18:46

Maioria dos brasileiros não confia nas instituições

Gláucia Gomes/ABr

Brasília - A maioria dos brasileiros perdeu a confiança nas instituições e órgãos públicos. Este é o resultado de pesquisa divulgada nesta quinta feira (27) pela Associação do Magistrados Brasileiros (AMB), durante audiência pública na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados.

A pesquisa ouviu 2.011 pessoas em todo o país, com idade acima de 16 anos. O objetivo era o de avaliar a confiança da população nas instituições e órgão públicos; a opinião sobre questões atuais e a imagem do Poder Judiciário.

O presidente da Associação dos Magistrados, Rodrigo Collaço, salientou que a intenção ao promover a pesquisa era a de mostrar a necessidade de uma reforma política, e para isso era preciso avaliar a credibilidade das instituições.

“A pesquisa confirmou que as instituições precisam de mudanças, não há a credibilidade desejada nem por parte do Executivo, do Judiciário e principalmente do Legislativo. A pesquisa também nos confirmou que a sociedade além de não acreditar nas instituições, quer mudanças, quer reformas. Então eu vejo isso como um combustível para animar a todas aquelas entidades, aquela parcela do Congresso e da sociedade que desejam uma mudança completa no perfil das instituições brasileiras”, afirmou.

A pesquisa mostrou que metade dos entrevistados não acredita no Poder Judiciário. Na avaliação de Collaço, a razão dessa descrença é a “demora e a falta de eficácia” nas decisões judiciais. “A sociedade que precisa e vai ao Judiciário sabe que não consegue ter uma decisão em tempo rápido, uma decisão que seja eficaz em pouco tempo”, argumentou.

A Câmara dos Deputados foi apontada como a instituição menos confiável: 83,1% dos entrevistados não acreditam no trabalho dos parlamentares. Em seguida vem o Senado Federal, com 80,7% de rejeição.

Para o professor doutor do Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Caldas, esse é um “processo histórico”, que já vinha acontecendo ao longo dos anos 90, mas que se agravou nos últimos anos por conta das denúncias de corrupção.

“Em 93 [1993] cerca de 30% da população confiava na Câmara e no Senado; em 2005, apenas 20%, e em 2007, em torno de 12 a 14%”.


Caldas apontou a reforma política como solução para acabar com o descrédito. “Nos precisamos urgentemente de uma reforma política. Não esta que está sendo discutida pelo Congresso, mas uma reforma política mais abrangente, voltada realmente para o cidadão”, defendeu.

As instituições em que a população mais confia foram a Polícia Federal, com 75,5% de aprovação, seguida pelas Forças Armadas, com 74,7%, e o Juizado de Pequenas Causas, com 71,8%.

Outro ponto abordado pela pesquisa foi a corrupção: 84,9% da população acredita que ela pode ser combatida e apontou a Polícia Federal e o Ministério Público como os principais órgãos para esse combate.


Os entrevistados também discordaram do foro privilegiado [que garante ao presidente da República; ministros de Estado e parlamentares que os processos não sejam julgados pela Justiça comum, mas pelos tribunais superiores]. Entre os entrevistados, 94,3% acham que um político processado na Justiça não pode concorrer às eleições.


Quanto à reforma política, 95,4 % dos entrevistados avaliaram a necessidade da reforma.

O deputado Pedro Wilson (PT-GO), que presidiu a audiência, disse que a pesquisa traz uma “forte crítica”. “O que nós temos que fazer é debruçar sobre os dados e superar esses episódios. Nós temos que trabalhar mais, produzir mais e fortalecer as instituições pela produtividade de trabalho, com aprovação de leis, de orçamento e ações em interligação com a população, para que ela possa eleger um deputado e depois cobrar dele os resultados desse mandato”.


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