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24/10/2003 07:24

Maior parte das estradas é ruim e encarece mercadorias

Lourenço Melo/ABr

O cenário das estradas brasileiros não é nada animador.
A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) realizou pesquisa entre julho e agosto últimos, em cerca de 57 mil quilometros de rodovias federais e estaduais pavimentadas, constatando que quase 60% estão em estado deficiente, ruim ou péssimo. Do total, 77,6% da extensão pesquisada não tem sinalização adequada, 34% não possuem acostamento e 28% dos trechos cobertos pela pesquisa estão com as placas de sinalização cobertas por mato.

A pesquisa da CNT aponta que quase 83% das rodovias federais têm algum tipo de comprometimento na geometria viária, na pavimentação ou na sinalização. Para o presidente da entidade, Clésio Andrade, a solução para o mau estado das rodovias é o governo empregar os recursos da CIDE, o imposto sobre a venda dos combustíveis, que foi criado com essa finalidade.

Sem fazer isso, segundo afirma, o custo Brasil continuará alto, o índice de acidentes aumentará e a remuneração sobre sinistros também. Esse cenário também poderá afastar o investidor externo e o setor de transportes estará em colapso em 5 anos, pois os empresários não vão mais querer investir.

Estradas ruins encarecem mercadorias em 30%

Hoje o custo transporte, com o preço do frete, refletivo pelo mau estado das estradas, está em quase 30% do valor das mercadorias. O presidente acentua que a malha rodoviária nacional significa um patrimônio de R$ 600 bilhões, mas está obsoleta porque hoje temos veículos de alta tecnologia que não conseguem circular direito. Ele lembra que não acredita que a participação da iniciativa privada possa melhorar o quadro das rodovias e diz que, no máximo, mais quatro mil quilômetros poderiam ser submetidos à exploração particular, com a cobrança de pedágios.

As regiões que têm rodovias em pior estado são o norte, o nordeste e o centroeste. No sul e sudeste, onde a iniciativa privada explora parte das rodovias, pode-se encontrar a melhor malha viária do país. Segundo cálculos da CNT, o Brasil precisaria hoje de R$ 7,5 bilhões para colocar suas estradas em condições ideais, de pavimentação e sinalização. Isso sem considerar inovações, duplicações, a construção de novos trechos e melhorias nos traçados das geometrias das vias.

Três Melhores trechos rodoviários
1 - Limeira (SP)/São José do Rio Preto (SP)
2 - São Paulo (SP)/Uberaba(MG)
3 - Engenheiro Miller (SP)/Jupiá (SP)

Três piores trechos rodoviários
1- Poços de Caldas (MG)/Lorena(SP)
2- Salvador(BA)/Paulo Afonso(BA)
3- Teresina (PI)/Barreiras(BA)

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