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03/10/2005 15:19

Lula critica contradições de empresários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou hoje intervir na cotação do dólar e nas decisões do Banco Central sobre juros e criticou empresários por suas críticas à política econômica e por suas contradições.

"Durante a campanha, eu fiz muito debate com os setores empresariais, aqui e no Brasil inteiro, e as coisas que os empresários mais reivindicavam para mim era que o Banco Central deveria ter autonomia. Agora as pessoas querem que eu determine a política de juros. Vocês cobraram de mim, durante dez anos, que o câmbio fosse flutuante, agora querem que eu determine o valor da moeda", afirmou Lula durante a cerimônia de abertura do 6º Seminário da Indústria Brasileira da Construção, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

A afirmação de Lula acontece, entretanto, no mesmo dia em que o BC voltou a comprar dólares no mercado após quase dois meses sem atuar diretamente no câmbio. Hoje a ação do BC levou a moeda americana a subir até 0,89% na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

Lula descartou uma mudança brusca na política econômica. "Alguém poderia dizer que o Brasil poderia estar crescendo mais, é verdade. Alguém poderia dizer que os juros poderiam ser mais baixos, é verdade, mas antes da gente fazer a crítica, vamos reparar o que está acontecendo na economia brasileira", afirmou.

"Essas coisas [a queda dos juros e um crescimento maior] vão acontecer na medida em que o mercado brasileiro, governo e sociedade civil comecem a perceber que a seriedade veio para ficar, que não terá medidas em função do ano eleitoral, que não terá medidas para ajudar o candidato a presidente ou o candidato a governador ou o candidato a deputado, que este país não vai jogar fora a oportunidade ímpar que ele tem", disse.

Durante o discurso, Lula também elogiou o ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) pelo crescimento das exportações e previu que as vendas ao exterior cheguem a US$ 120 bilhões anuais "logo, logo". "Não peça para o dólar aumentar", disse o presidente ao ministro.

Empresários

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, discordou das previsões otimistas de Lula e disse que a economia brasileira só vai crescer de forma sustentável quando o BC reduzir a taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 19,5% ao ano.

"Os juros no patamar que estão não só sangram o caixa do governo (...) como impedem o crescimento sustentável", afirmou Skaf.

Folha Online

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