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27/09/2007 14:55

Loterias: vencedores deixam de retirar R$ 338 mi

Apostadores esquecidos deixaram de receber, somente em 2007, R$ 66,5 milhões em prêmios de loterias da Caixa Econômica Federal. Em menos de cinco anos, o valor de prêmios prescritos supera a marca dos R$ 300 milhões.

Segundo levantamento feito pela administração de loterias da Caixa Econômica Federal, de janeiro de 2003 a agosto de 2007, milhares de bilhetes premiados "caducaram" porque os portadores não se apresentaram em agência bancária ou casa lotérica para retirar o prêmio. No período, apostadores que não conferiram os bilhetes deixaram de receber o valor total de R$ 388.168.894,79. A quantia equivale a 16,9 mil carros populares, 139 milhões de l de gasolina ou 889.473 salários mínimos.

Os prêmios que "caducam" são destinados integralmente para o Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Com os R$ 338 milhões extras recebidos graças aos apostadores esquecidos, cerca de 400 mil alunos de todas as regiões do País foram atendidos pelo programa, segundo informou a Caixa Econômica Federal.

O Superintendente Nacional de Loterias, Paulo Campos, explica que normalmente os prêmios prescritos são de valores pequenos e de faixas intermediárias de premiação. Jogos como a Lotofácil e Lotomania, onde existem premiações de R$ 1 e de R$ 2, normalmente são deixados de lado pelo apostador. "Mas é importante que o apostador confira com atenção todas as faixas de prêmios que existem em nas loterias da Caixa".

Embora muitos valores pequenos não sejam retirados, um caso histórico chama a atenção. Um apostador de Campos do Jordão nunca apareceu para retirar o prêmio de R$ 2,8 milhões a que teria direito por acertar as seis dezenas da Mega-Sena. O concurso 834 foi sorteado no dia 17 de janeiro de 2007, mas o portador do bilhete premiado não foi a nenhuma agência bancária e a fortuna "caducou" no dia 17 de abril.

Apostadores que deixam de conferir bilhetes são bastante comuns até mesmo em casas lotéricas onde foram feitas apostas milionárias. No estabelecimento do empresário Levir Pinto, em Joaçaba, oeste de Santa Catarina, foi realizado o polêmico jogo que gerou a disputa na Justiça entre José Altemir da Igreja e seu ex-funcionário Flávio Júnior Biassi.

Se para retirar o prêmio de R$ 27 milhões apareceram dois apostadores para um único bilhete, em muitos outros jogos menores, segundo Levir, os ganhadores deixam de aparecer. Ele garante ter presenciado, várias vezes, clientes de sua casa lotérica comentarem que não conferiram resultados ou que perderam bilhetes com pequenos prêmios. "Já atendemos pessoas que não sabiam, por exemplo, que a Mega-Sena pagava para quem acertasse a quadra ou a quina", diz.

O empacotador Valter Luís Dasmaceno, 56 anos, disse que joga semanalmente há vários anos, mas já esqueceu de conferir jogos em muitas oportunidades. "Algumas vezes joguei canhotos fora sem conferir os prêmios", afirma. "Mas lembro os jogos que fiz de cabeça, então acho que não ganhei nada".

Todos os prêmios das nove loterias administradas pela Caixa devem ser retirados pelos apostadores em até 90 dias após a data do sorteio. "Para evitar essa prescrição, os resultados estão disponíveis em qualquer casa lotérica, na imprensa em geral e no site da Caixa", explica Paulo Campos, destacando que os apostadores precisam ter cuidados ao guardar o bilhete da "fezinha". "Outro cuidado que ele precisa ter é com o manuseio do bilhete, evitando que o papel amasse ou rasgue, pois isso pode dificultar o reconhecimento da autenticidade do documento".




Redação Terra

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