Cassilândia, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

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05/08/2005 08:50

Língua portuguesa, inculta e bela, por Alcides Silva

Alcides Silva

Língua portuguesa, inculta e bela

Diploma
Porque nos três meses anteriores às eleições do ano passado foram afixadas três placas com propaganda institucional, anunciando a realização de obras em seu município, e onde constava a inserção ‘Governo Municipal – Adm 2001 -2004 – Santa Rita D’Oeste’, o prefeito reeleito de Santa Rita D’Oeste teve cassados o registro de sua candidatura e o diploma que lhe fora outorgado. Da notícia em si veio-me a curiosidade pela origem da palavra diploma.
Antenor Nascentes diz que o termo nasceu na Grécia, significando ‘documento expedido em duplicata’, e que ‘era uma peça oficial gravada numa placa dupla de bronze, formando um díptico’ (díptico = dobrado em dois).
Na antiguidade grega, porém, diploma era uma tabuinha (tabula) ou papiro dobrável em duas partes e dentro do qual se escrevia algum segredo ou alguma declaração importante. Era um documento de responsabilidade. Daí derivaram diplomacia, diplomata
etc.
Desde os mais remotos tempos, era prática comum entre os países a de se enviarem mutuamente comunicações diversas, de interesse comum, ou aviso sobre fatos importantes, como a ascensão de novos soberanos, o nascimento de um novo príncipe, o que, geralmente, dava lugar a ida de embaixadas, portadoras de presentes e de saudações dos governos por elas representados. Os Magos foram em embaixada (= missão) a Belém levar ouro, incenso e mirra (resina perfumada) ao Menino Jesus, conta o evangelista Mateus.
Antes de um governo nomear um agente diplomático para representá-lo em um outro país, é feita uma consulta reservada para saber se o indicado é ou não da conveniência do país consultado. Essa sondagem confidencial, hoje internacionalmente conhecida pelo nome francês de agrément, na antiguidade greco-romana, era feita através de um documento gravado em um díptico (‘diploma’), que eram duas tábuas unidas por atacas (cordões) e que se abriam ao jeito de um livro. As faces internas dessas tabulas eram escavadas para conter uma camada de cera, onde era possível, com um estilete ou ponteiro de metal, remotos precursores de nossos atuais lápis e canetas, escrever mensagens ou o que se desejasse. Esse díptico (‘diploma’) era vedado (selado, lacrado, aferrolhado, amarrado, fechado) e encaminhado ao governo que iria ser consultado. Aceita a indicação, o agente aprovado era considerado ‘diplomata’.
A palavra diploma é derivada, segundo alguns estudiosos, do termo grego diplom (= dobrar), ou de diploss (= duplo), segundo outros, e era, na antiguidade, designativa de documentos oficiais.
Em linguagem jurídica, diploma é: 1º - um título pelo qual se atribui a alguém um cargo, uma função, um poder, um privilégio, uma dignidade (diploma de prefeito, diploma de sócio, diploma de cidadania, etc.); 2º - um certificado de conclusão de um curso ou de obtenção de um grau acadêmico (diploma de professor, de advogado, de doutor etc.); 3º - um ato que comprova ou um título que assegura um direito ou uma obrigação (diploma contratual, diploma social); e 4º - qualquer ato de caráter normativo (diploma legal, diploma constitucional e diploma legislativo).

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