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22/03/2005 09:21

Líder guarani-kaiowá diz que comunidades fazem campanhas

Érica Santana e Juliana Borre/ABr

O presidente do Conselho de Direitos Indígenas, o kaiowá Sílvio Paulo, diz que as lideranças guarani-kaiowá reconhecem o problema dos pais que afastam crianças de tratamentos médicos, mas explica que muitos casos em que isso acontece estão relacionados a famílias que não reside em áreas indígenas e estão afastados do alcance da comunidade. "Às vezes, os pais ficam apavorados e pensam que o soro vai matar a criança. Mas não são todos. As lideranças indígenas fazem campanhas e sempre falam da saúde para a comunidade. Mas, no meio desses que participam, têm alguns que não assistem às palestras. Em alguns casos, eles moram em fazendas e favelas e não fazem o acompanhamento".

O presidente do Conselho acredita que a resistência dos pais aliada à não demarcação das terras indígenas na região contribui para os altos índices de desnutrição das crianças. "Essa desnutrição pela qual as crianças estão morrendo é também pela falta de terra. Não tem como viver. O problema de Dourados é que o povo está vivendo apertado. É uma favela. Então, tudo o que está acontecendo aqui na região de Dourados, essa questão da desnutrição, é falta de terra."

As duas últimas crianças guarani-kaiowá que morreram na região de Dourados pertenciam a famílias afastadas de suas áreas de origem. Pelo menos uma dessas famílias afastou do hospital seu filho voluntariamente.

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