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22/08/2014 13:39

Lembrete: “Quem não vota também opina”

Manoel Afonso
Lembrete: “Quem não vota também opina”

‘ABACAXI’ A candidatura de Marina Silva trará mais problemas do que benefícios às pretensões de Nelsinho. Nosso perfil econômico, dependente do agronegócio, não casa com o discurso (dela) messiânico que acena para um cenário de incertezas.

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PERGUNTAS que ouvi na AL: Marina mudará o Código Florestal? Ficará com os ambientalistas ou o agronegócio? Para a construção da Usina de Belo Monte? Fora de eventual 2º turno ficaria neutra outra vez ou apoiaria Dilma ou Aécio?

COLISÕES Já ocorrem no comando de campanha do PSB e deve ecoar nos Estados onde a REDE tem representantes. No MS, fala-se que a advogada Tatiana Ujacov poderia integrar a coordenação da campanha, hoje nas mãos de Nelsinho.

‘À FRANCESA’ O prefeito Murilo, já em dificuldades de conciliar a administração de Dourados com a campanha de Eduardo Campos, não hesitará em adotar a saída sutil e simpática de passar essa missão à gente de maior identificação com Marina.

QUESTÕES: Os ganhos políticos de Murilo na atual conjuntura são duvidosos, pois o PSB não conseguiu se estruturar de forma significativa nem em Dourados. Além do mais, ele deixou de se firmar no cenário estadual com a perda da eleição ao Senado.

DÚVIDAS Até onde dura a empatia por Marina pela comoção da morte de Eduardo Campos? A campanha dela se sustentará sem a estrutura igual a dos concorrentes? Reverá seus conceitos ou se arriscará a repetir só os 19,33% dos votos de 2010?

RADICAL Se no 2º turno entre Dilma e Serra, ela lavou as mãos fazendo algumas ‘recomendações’ à candidata do PT, não se sabe o que fará se repetir o insucesso. Mas o PT irá preservá-la na campanha, desde que ela não seja uma ameaça real à Dilma.

AZAMBUJA Se for esperto não repetirá a postura fraca de Aécio Neves, carente de indignação e veemência no trato do agronegócio. Mas Azambuja precisa separar quem é eleitor de Marina e quem é eleitor de Nelsinho, para a hipótese de ir ao 2º turno.

A PROPÓSITO Vejo que as candidaturas ao governo estadual não estão atreladas à sucessão presidencial. Aliás, isso já era esperado pelo esgotamento natural do quadro partidário nacional que infelizmente não se renovou nos últimos 4 anos.

OUTRO DADO: O desempenho de Delcídio e Azambuja não conseguem até aqui beneficiar seus candidatos ao Senado. Se Antonio João não leva jeito, não agrada, Ricardo Ayache, também não seduz ou convence. Ainda fracos nas pesquisas.

EQUÍVOCO Nem sempre funciona o discurso da renovação contra a classe política na postulação ao Senado. No imaginário do eleitor, o cargo de Senador exige experiência, equilíbrio e intimidade com o universo amplo da administração pública.

PROPAGANDA Na política faz o povo sonhar com as grandezas passadas e com as glorias do futuro. Ela começou na Revolução Francesa, e foi usada nas duas Guerras Mundiais e na Revolução Comunista na Rússia. Se bem usada costuma funcionar.

COMPARAÇÃO Claro que não se pode apelar para os padrões usados por Tiririca, mas os programas dos candidatos ao Governo do MS não surpreendem. As variações decorrem do potencial de cada um deles no vídeo e do tempo disponível.

REFLEXÃO Não pode faltar nos momentos de entusiasmo. Cabe aos marqueteiros dar apenas a linguagem ao discurso político e não pensar pelos candidatos. O marketing tem que fazer a sociedade compreender as propostas e ideias dos candidatos. E só.

2º TURNO É a interrogação maior na sucessão estadual onde os envolvidos monitoram o cenário nacional. Portanto é de se questionar sim: quais os reflexos nas urnas no caso de Dilma vencer no 1º turno e Delcídio precisar disputar o 2º turno?

MEMÓRIA Nas últimas eleições prefeiturais de Campo grande, nem todos candidatos à vereança se dedicaram de corpo e alma no 2º turno. Os derrotados ficaram desmotivados enquanto os eleitos se acomodaram com o lugar garantido.

INEVITÁVEL os questionamentos: Até onde os candidatos – derrotados e vitoriosos – companheiros do postulante ao cargo de governador que ficar de fora do 2º turno, estarão motivados com a mesma tesão em prol do candidato, um ex-adversário?

A TESE de que 2º turno é ‘outra eleição’ não é absoluta. A relatividade dela está amparada nos exemplos já registrados em todo o país e nos cenários compostos de realidades e personagens diferentes. Portanto, cada caso é um caso.

DIRETO ao ponto: Havendo 2º turno, quem votou em Azambuja votaria em Nelsinho contra Delcídio. Ainda: o eleitor de Nelsinho votaria em Azambuja para tentar derrotar Delcídio? Não há pesquisas neste sentido, mas as hipóteses já preocupam.

ABSTENÇÃO Como esquecê-la se já superou a marca dos 18%? Além dos motivos citados acima, ela pode ajudar a fazer a diferença num 2º turno. Muitos eleitores simplesmente acham que já cumpriram o dever votando no 1º turno.

RESOLVE? A nossa população evangélica em 2014 será de 51 milhões; 25,03% dos 204.578.931 brasileiros, mais que os 40 milhões de eleitores do Bolsa Família. Mas são portadores dos mesmos vícios e ambições pelo poder. Ufa! Ainda bem!

ERRATA As eleições seguintes à morte de Ari Coelho, prefeito de Campo Grande, tiveram como candidatos o vereador (vencedor) do PTB, Wilson Fadul e o deputado federal Dolor de Andrade (UDN). O governador era Fernando C. da Costa.

“Se a estrada não passa pela sua casa, mude a casa para a estrada”. (Peticov)

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