Cassilândia, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

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15/01/2004 07:52

Leite: ministro apóia manuntenção de acordo de preços

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, apóia a manutenção do acordo de preços firmado há três anos com a Argentina e o Uruguai para regular as importações brasileiras de leite pó. Ele manifestou essa posição durante reunião, ontem, com a cadeia produtiva da pecuária leiteira. Os representantes do setor estão discutindo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, responsável pelas negociações sobre o assunto com os dois países vizinhos, a prorrogação das medidas antidumping, que vencerão em fevereiro e março deste ano.
“Embora essas negociações façam parte de um processo técnico, que está sendo analisado no Ministério da Indústria e Comércio, viemos buscar o apoio do ministro da Agricultura”, disse o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim. Segundo ele, o acordo de preços, proposto pela Argentina e pelo Uruguai, permitiu que a pecuária leiteira brasileira aumentasse a produção, a produtividade e as exportações nos últimos três anos. “Nesse período, também houve uma queda acentuada nas importações de leite em pó.”

Hoje, o Brasil paga US$ 1.900 por tonelada de leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. “Queremos manter o acordo de preços com esses dois países, que são responsáveis por 60% das importações nacionais do produto. Por isso, estamos pedindo que seja feito um estudo sobre o impacto benéfico que essas medidas tiveram na pecuária leiteira brasileira”, afirmou Alvim. O acordo prevê um gatilho, acionado sempre que os preços internacionais caem para cerca de US$ 1.700. “Quando isso ocorre, o preço de importação da tonelada de leite em pó argentino e uruguaio passa para US$ 1.730 mais 11%.”

De acordo com Alvim, o fim do acordo poderá deixar a pecuária leiteira nacional desprotegida. Em conseqüência, observou ele, poderá haver uma queda de produção no setor. Em 2002, lembrou o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, o Brasil importou 1,4 bilhão de litros de leite em pó. “No passado, esse volume teve uma redução significativa, porque as importações brasileiras caíram em oitocentos milhões de litros.”

No encontro, do qual também participou o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, entre outros dirigentes de entidades do setor, também foi analisado o atual momento da pecuária de leite brasileira e as possíveis conseqüências da crise da Parmalat Brasil. Segundo Alvim, o setor reafirmou ao ministro o pedido de destinação de R$ 500 milhões, por intermédio de Empréstimo do Governo Federal (EGF), para as operações de estocagem de leite em pó ao longo deste ano. Isso, na opinião do presidente da Comissão Nacional de Pecuária do Leite da CNA, serviria para fortalecer a cadeia produtiva.

O presidente da OCB declarou, por sua vez, que a crise da Parmalat está sendo analisada pelo setor cooperativo, que poderá aproveitar o atual momento para se fortalecer, com fusões e incorporações. “Esta é uma oportunidade para o setor se reestruturar para ocupar um espaço maior no mercado”, enfatizou Freitas. Atualmente, 40% do leite brasileiro é captado por meio de cooperativas.













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