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10/12/2007 07:07

Leia a íntegra do Café com o Presidente

Agência Brasil

Brasília - Apresentador: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou o Luiz Fara Monteiro, falo do estúdio da Radiobrás, em Brasília, vamos conversar com o presidente Lula que está em Buenos Aires, na Argentina. Tudo bem, presidente?

Presidente: Tudo bem, Luiz.

Apresentador: Presidente, a votação da prorrogação da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira] está marcada para amanhã. O senhor acredita que ela será aprovada pelo Senado Federal?

Presidente: Eu acredito que ela será aprovada pelo Senado por duas razões. Primeiro porque eu acho que os senadores são responsáveis, têm preocupações com o Brasil e sabem qual é a finalidade e para que serve a CPMF. Isso me deixa tranqüilo. E também porque eu acho que tem momento em que a gente faz debate, tem momento em que a gente discute, tem momento em que a gente faz oposição, mas tem um momento em que a gente vai votar. E quando as pessoas forem votar, certamente os senadores não pensarão no presidente Lula ou no governo. Pensarão na sociedade brasileira porque 50% do dinheiro da saúde que é repassado para os estados é da CPMF. Isso é que me convence que os senadores irão aprovar a CPMF. É uma questão de responsabilidade e eu estou tranqüilo, estou convencido que, em todos os partidos políticos, a maioria dos senadores querem votar favorável à CPMF. Obviamente que tem pressão de um ou de outro partido político, mas eu acho que o bom senso vai prevalecer.

Apresentador: Os governadores da oposição, presidente, que são a favor de se aprovar a CPMF estão ajudando? Porque alguns senadores desses partidos estão dizendo que vão votar contra o imposto. Como é que está essa negociação entre governadores e senadores da oposição?

Presidente: Veja, essa é uma coisa normal que está acontecendo, a diferença entre o discurso dos governadores e o discurso de alguns senadores. Veja, todos os quase 6 mil prefeitos do Brasil são beneficiários da CPMF. Os 27 governadores dos estados são beneficiários da CPMF. Todo mundo sabe que o dinheiro da CPMF volta para os estados em forma de benefício, ou seja aposentadoria dos trabalhadores rurais, ou seja saúde, ou seja o Bolsa Família. Portanto essa discordância entre aquilo que é o discurso do prefeito e dos governadores e dos senadores certamente irá se arrumar na próxima terça-feira, quando eles tiverem que votar. Eu estou convencido que o Senado está maduro, está preparado para fazer essa votação, sabendo que não é possível você fazer um corte orçamentário de R$ 40 bilhões. E as pessoas sabem, perfeitamente bem, que isso não causa prejuízo ao presidente da República, ao governo. O resultado disso é prejuízo à população brasileira, sobretudo à parte mais pobre da população. E é isso que me deixa convencido e tranqüilo de que os senadores irão votar favorável.

Apresentador: Quer dizer o governo vai para o tudo ou nada na terça-feira, presidente?

Presidente: Não, não se trata de ir para o tudo ou nada. O governo já fez as negociações, é importante lembrar que o governo aceitou reduzir as alíquotas nos próximos anos. É importante lembrar que o governo aceitou reduzir no imposto de renda até R$ 2.800, para os trabalhadores que ganham até esse salário nós iremos reduzir a CPMF. Mas o governo está disposto a conversar, está conversando, o ministro Guido [da Fazenda, Guido Mantega] tem negociado, outros companheiros do governo tem negociado. Eu acho que nós agora vamos entrar numa reta final. Se alguém tiver proposta nova que as faça, o governo vai estudar cada uma dessas propostas. O que é importante é que esse imposto tem que ser votado tal como ele foi aprovado na Câmara.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, falamos sobre a votação da CPMF. Presidente, programas de saúde e de combate à pobreza são os mais beneficiados pela CPMF. Como é que ficam esses setores sem os recursos do imposto?

Presidente: Eu te confesso que eu não penso na possibilidade de não ter esse imposto. Eu acho que os brasileiros estão vivendo um momento de otimismo muito importante com o Brasil, a situação econômica está boa. Agora, o que é importante saber é o seguinte: os beneficiários da CPMF são as pessoas mais pobres desse país.

Apresentador: Presidente, nessa viagem o senhor também assinou a ata de criação do Banco do Sul. O que é essa instituição e qual é a finalidade dela?

Presidente: A assinatura da ata significa, no fundo, no fundo, a criação de um banco que tem como objetivo ajudar no desenvolvimento da América do Sul. Nós não podemos ficar dependendo do Banco Mundial ou do FMI [Fundo Monetário Internacional], ou seja, é importante que a gente tenha um banco sul-americano e que a gente possa, junto com outras instituições financeiras, ter os recursos necessários para que possamos fazer os investimentos em infra-estrutura que tanto a América do Sul necessita. Nós precisamos de energia, nós precisamos de telecomunicações, nós precisamos de estradas, nós precisamos de ferrovias para interligar o continente e isso vai ajudar obviamente que todos os países. Por isso que o banco é extremamente importante.

Apresentador: Presidente, para a gente encerrar, então, o senhor está confiante na liderança do governo no Senado, está tudo pronto para votação nesta terça-feira?

Presidente: Eu estou muito confiante, Luiz, estou muito confiante. Acho que é importante o povo brasileiro acompanhar de perto essa votação e eu estou certo que a maioria dos senadores votará favorável à CPMF.

Apresentador: Ok, presidente. Obrigado e até a próxima semana com mais um programa.

Presidente: Obrigado a você, Luiz. E até o próximo programa.

Apresentador: Falamos com o presidente Lula direto de Buenos Aires, na Argentina, onde ele participa da posse da presidente Cristina Kirchner. O Café com o Presidente volta segunda-feira que vem. Um abraço para você, em todo o Brasil e até lá.



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