Cassilândia, Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017

Últimas Notícias

24/06/2004 22:15

Laudo comprova a morte de preso político

Arthur Braga/ABr

– O caso mais antigo de um desaparecido político nos órgãos de repressão do regime militar começou, enfim, a ser resolvido. Nesta quinta-feira, a família do operário Vírgílio Gomes da Silva entregou à imprensa um laudo necroscópico, do Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo, datado e com foto, comprovando a sua morte.

Virgílio Gomes da Silva, conhecido na militância política como "Jonas", era militante da Aliança Libertadora Nacional (ALN) e foi um dos coordenadores do seqüestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, no Rio de Janeiro, em setembro de 1969.

Foi preso pela equipe do capitão Benome Albernaz e levado para as dependências do DOI-CODI de São Paulo, em 29 de setembro de 1969. Apesar dos testemunhos de presos políticos, sua prisão e morte nunca foi assumida pelos órgãos de segurança durante o regime militar. “Jonas” se tornou o primeiro desaparecido político.

O documento apresentado hoje pela família de Virgílio tem data de 30 de setembro de 1969 e comprova sua morte por tortura. No laudo há um aviso, junto à foto do rosto desfigurado de Virgílio, escrito à mão, de que o documento “não deve ser informado”, caracterizando a intenção de ocultar o corpo vítima de tortura.

A família de "Jonas" recebeu o documento do jornalista Mário Magalhães, que está produzindo uma biografia sobre Carlos Mariguela. Magalhães encontrou a comprovação dentro dos arquivos do governo do Estado de São Paulo.

A viúva de Virgílio, Dona Ilda Martins da Silva, 73 anos, que permaneceu presa por dez meses, no Dops paulista e no presídio Tiradentes, disse hoje que nunca acreditou na informação dos órgãos de segurança de que Virgílio estava “desaparecido”. “Sempre tive esperança de saber o que aconteceu realmente”, disse.

Ela lembrou que foi afastada dos filhos Vladimir, na época com oito anos, de Virgílio, com sete e Isabel, com apenas quatro meses, que foram levados ao Juizado de Menores. O outro filho, Gregório de dois anos, ficou com a avó. Emocionada ela disse que “esse documento representa uma esperança, um início para localizarmos o corpo de Virgílio”.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Quinta, 19 de Outubro de 2017
Quarta, 18 de Outubro de 2017
10:40
Goiás, Distrito Federal e São Paulo
10:00
Receita do dia
Terça, 17 de Outubro de 2017
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)