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09/09/2009 09:43

Justiça de MS lança Projeto Padrinho

Valéria Araujo

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e Fórum de Dourados lançam amanhã o Projeto Padrinho em Dourados. O evento acontece a partir das 10h na sede do Fórum.
O Juiz de Direito da Vara de Infância e da Juventude da Comarca de Dourados, Zaloar Murat Martins de Souza falou ontem ao jornal O PROGRESSO e ao site DouradosAgora.
O juiz explicou que o objetivo do projeto é mostrar à sociedade a realidade das crianças em situação de risco e estimular o exercício da cidadania, convidando a comunidade para gestos de afetividade, levando carinho e convivência familiar, social e comunitária às crianças.
Segundo ele, a partir do lançamento, os interessados poderão apadrinhar crianças dos abrigos e oferecer ajuda, seja de maneira material, afetiva, profissional e educacional.
Em Dourados, 80 crianças residem nos quatro abrigos disponíveis. Elas têm entre zero e 18 anos. Em boa parte dos casos (40%), os pais são dependentes de drogas e álcool. Os 60% restantes, dividem-se em ocorrências de abandono e violência física, sexual e psicológica. Cerca de 10% das crianças são indígenas.
Conforme o Juiz, os principais prejuízos em se viver em abrigo são a carência afetiva, dificuldade para estabelecer vínculos afetivos, baixa auto-estima, atrasos no desenvolvimento psicomotor e pouca vivência com rotinas familiares.
Segundo ele, em alguns casos, a saída dos abrigos, se torna difícil porque em Dourados, a maioria disponível para adoção está com idade acima da preferência das famílias cadastradas. "Isto faz com que, por exemplo, uma cnança permaneça por muito tempo nos abrigos", ressalta.
Conforme ele, uma das iniciativas louváveis em Dourados vem sendo o abrigo Iame. "A direção vem encaminhado os jovens abrigados para o primeiro emprego. Além disso há qualificação e cursos preparatórios para que eles, ao completarem 18 anos, consigam se manterem sozinhos. Eles são levados para repúblicas e vivem com o que ganham trabalhando", comemora.
Para Zaloar, a estrutura dos abrigos, ainda é a principal dificuldade para se manter os atendimentos. "O projeto Padrinho chega com o propósito de contribuir para uma série de melhorias nestes abrigos em todos os sentidos. A expectativa é a de que haja uma assistência afetiva melhor, o que pode contribuir para futuras adoções, além de melhora na qualidade de vida destas crianças, que terão incentivos à educação e profissionalização", salienta.
PROJETO

O projeto tem nove anos em Mato Grosso do Sul. Ele foi idealizado pela Juíza Maria Isabel de Matos Rocha, de Campo Grande. São quatro propostas básicas para direcionar a ajuda. O interessado pode ser padrinho efetivo, família acolhedora, padrinho prestador de serviço, empresa, entidade ou instituição madrinha.
Qualquer pessoa acima dos 18 anos, além de empresas, instituições, grupos filantrópicos, escolas, clubes de serviços, entidades e associações podem ajudar. O interessado pode escolher o perfil da criança dentro dos critérios disponíveis para colaborar. Fica a critério do padrinho o tempo de ajuda. Os interessados devem procurar a Vara da Infância e Adolescência de Dourados e se cadastrar. Eles vão passar por uma breve avaliação, a cargo de assistente social.


Fonte: Douradosagora

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