Cassilândia, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

15/02/2013 22:08

Júri condena réu acusado de matar advogado à pena de 27 anos de reclusão

TJMS

Nesta sexta-feira (15), o Conselho de Sentença, reunido em sala secreta, decidiu durante julgamento realizado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, pela condenação do réu R.C.M., acusado de assassinar a tiros a vítima William Maksoud Filho. O acusado foi pronunciado no art. 121, § 2º, incisos I e IV (homicídio cometido por motivo torpe com recurso que dificultou a defesa da vítima), c/c art. 29 e art. 288, (com concurso de pessoas em quadrilha ou bando), todos do Código Penal.

A denúncia narra que no dia 5 de abril de 2006, na rua José Antônio Pereira, nº 973, centro, o réu, juntamente com o acusado E.F., foram até o escritório da vítima em uma motocicleta. O segundo acusado teria pilotado o veículo e, quando chegaram, entrou no escritório de advocacia e informou à secretária que era cliente de William e que teria marcado consulta.

Logo após, enquanto E.F. sacou uma pistola e rendeu o segurança, R.C.M. entrou na sala da vítima e efetuou disparos. O advogado chegou a ser internado na Santa Casa de Misericórdia, mas, faleceu dias depois do ocorrido.

Em decorrência disso, o grupo exigiu que o advogado devolvesse o pagamento, mas este reembolsou a quantia de aproximadamente R$ 30.000,00. Assim, o grupo determinou que a vítima pagasse o restante mediante serviços, porém William negou-se a cumprir tal determinação e foi assassinado.

O réu teria agido por motivo torpe, em razão da execução da vítima por dívida, com recurso que dificultou a defesa dela, pois foi surpreendida pelo acusado enquanto trabalhava em seu escritório.

Os quatro acusados que participaram do crime juntamente com o réu (E.F., P.E.N.A., E. dos S.P. e E. dos S.P.) já foram submetidos a julgamento, sendo que o primeiro, acusado de pilotar a motocicleta e estar presente no dia do fato, foi condenado a pena de 23 anos e 8 meses de reclusão; o segundo réu, que hospedou em sua casa os demais criminosos, foi condenado à pena de 10 anos de reclusão; o terceiro réu, acusado de ser o mandante do crime, foi condenado a 26 anos de reclusão e, por fim, o último réu foi condenado à pena de 21 anos de reclusão, por ter fornecido as armas usadas no crime.

Em julgamento nesta sexta-feira, o Conselho de Sentença, por maioria de votos declarados, reconheceu e condenou R.C.M. pelos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha.

O juiz Aluízio Pereira dos Santos entendeu que “o fato de haver um negócio mal sucedido sobre patrocínio em processo judicial de militantes do PCC não justificava o crime e demonstra indiferença, porquanto o simples fato desse desentendimento, não justificava a vítima pagar com a vida”. Desse modo, fixou a pena do réu em 19 anos de reclusão pelo crime de homicídio e 4 anos de reclusão para o crime de formação de quadrilha. Com relação à confissão do acusado, o juiz reduziria a pena em 1 ano de reclusão para o delito de homicídio e 6 meses de reclusão para o crime de formação de quadrilha, mas, como o réu é reincidente, a pena foi compensada. Por fim, com relação ao crime de formação de quadrilha armada, o magistrado dobrou a pena da delito.

Assim, R.C.M. foi condenado em 19 anos de reclusão para o crime homicídio e 8 anos de reclusão pela formação de quadrilha. Somadas, em definitivo, o réu foi condenado à pena de 27 anos de reclusão em regime fechado.

 

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 10 de Dezembro de 2016
Sexta, 09 de Dezembro de 2016
Quinta, 08 de Dezembro de 2016
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)