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08/02/2010 14:17

Juiz divide caso Dudu e ex-padrasto vai a júri em março

Campo Grande News/ Edivaldo Bitencourt

O juiz da 2ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida e do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, decidiu dividir em dois o caso do menino Luiz Eduardo Martins Gonçalves, o Dudu, assassinado com crueldade em dezembro de 2007. O julgamento de Holly Lee de Souza foi suspenso, enquanto o acusado de ser mandante, o ex-padrasto, José Aparecido da Silva, irá a júri popular no dia 31 de março deste ano.

O processo contra Souza foi suspenso porque a defesa recorreu contra a pronúncia, que apontou indícios de sua participação no homicídio. Ele também havia sido submetido a exame de sanidade mental.

Ele só poderá ir a júri após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul julgar o recurso da defesa.

Já o júri popular de Cido foi mantido. No entanto, o julgamento foi adiado de fevereiro para 31 de março deste ano. O magistrado abriu prazo para a defesa e a promotoria indicarem as testemunhas que serão ouvidas no dia do júri popular. Cido e Souza estão presos desde o ano passado.

O crime - O desaparecimento de Dudu, então com 10 anos, mobilizou a família, amigos, políticos e a imprensa por vários meses nos bairros Aero Rancho e Jardim das Hortênsias.

Vários delegados participaram da investigação, passando pela DPCA (Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente), 7ª Delegacia de Polícia e Deaij (Delegacia de Atendimento à Infância e Juventude).

Durante as investigações, o piso da casa de Cido foi quebrado, mas o ex-padrasto da vítima negava qualquer relação com o sumiço do menino. Somente com a apreensão de um dos três adolescentes envolvidos no crime, a Polícia Civil começou a desvendar o assassinato.

De acordo com o MPE (Ministério Público Estadual), Cido contratou três adolescentes e Holly para pegar Dudu e mata-lo como forma de vingança pelo fim do relacionamento com Eliane Aparecida Nascimento Martins, mãe de Dudu. Ele pagou em dinheiro e uma arma de fogo.

Dudu brincava com os amigos no final da tarde de 22 de dezembro de 2007, na esquina da Avenida Rachel de Queiroz com a Rua Damianópolis, no Jardim Aero Rancho, quando foi pego por Holly e os três adolescentes, dois meninos e uma menina. Eles o agrediram a socos e pontapés.

Depois, o levaram para a residência de Cido, na Rua Crevelândia, 1.956, no mesmo bairro, onde o ex-padrasto também o agrediu a socos e pontapés. As agressões continuaram num terreno baldio conhecido como “mangal” e “cemitério dos cachorros” até a criança morrer.

Em seguida, os três colocaram o corpo de Dudu dentro de um veículo Fiat e o levaram até um tereno baldio localizado no quadrilátero formado pelas ruas Eva Perón, Divisão, Paschoal Carlos Magno e dos Pereira, onde o enterraram.

Alguns dias depois, Cido e Holly, segundo a denúncia, voltaram ao local, desenterraram o cadáver da criança e o cortaram em vários pedaços, incluindo-se os ossos, e atearam fogo. Os restos mortais foram enterrados novamente no mesmo local.

Os meios cruéis adotados no crime chocaram a comunidade local e até os envolvidos na investigação. Alguns detalhes foram descritos por Holly no depoimento feito, na presença do advogado, à Polícia Civil. Em juízo, ele voltou atrás e negou qualquer participação no crime.

Os dois acusados negaram qualquer participação no crime. Eles poderão ser condenados a 30 anos de reclusão em regime fechado.



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