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15/04/2015 17:30

Juiz da Lava Jato diz que prisão de Vaccari não é contra o PT

André Richter, Agência Brasil
Para o juiz Sérgio Moro, a corrução não tem cores partidáriasFabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilPara o juiz Sérgio Moro, a corrução não tem cores partidáriasFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, disse hoje (15) que prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, não foi decretada para atingir o partido. Segundo Moro, qualquer indivíduo que comete crimes graves deve ser alcançado pela lei, de forma imparcial.

O juiz federal Sérgio Moro participa de apresentação de um conjunto de medidas contra a impunidade e pela efetividade da Justiça na sede Associação dos Juízes Federais do Brasil (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Para o juiz Sérgio Moro, a corrução não tem cores partidáriasFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
No despacho em que decretou a prisão, Moro revelou que a decisão não deve ser vista com espanto, porque outros acusados de intermediar o recebimento de propina para partidos, como o doleiro Alberto Youssef (PP) e Fernando Soares (PMDB), conhecido como Fernando Baiano, também estão presos.

No entendimento do juiz, Vaccari deve ficar preso preventivamente por causa do seu poder de influência e pela possibilidade de atrapalhar as investigações. Para Sérgio Moro, o afastamento voluntário do partido não é suficiente.

“Não se trata de prisão contra a agremiação partidária a qual ele pertence. Como já consignei alhures, a corrupção não tem cores partidárias. Não é monopólio de agremiações políticas ou de governos específicos. Identificadas provas, em cognição sumária, de que determinado indíviduo, dentro ou fora de agremiação partidária, exercendo ou não cargo público, praticou crimes graves, a lei exige que se extraiam as consequências pertinentes, sem considerações de outra ordem”, esclareceu o magistrado.

Além dos depoimentos de delação premiada do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, a prisão de Vaccari foi fundamentada em informações prestadas por Augusto Mendonça, diretor da empresa SOG Óleo e Gás, que também delatou o esquema.


Para Mendonça, os pagamentos de propina de sua empresa ocorriam por meio de contato direto com o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e Barusco. Eram remessas de dinheiro a contas indicadas por eles no exterior e doações oficiais ao PT, intermediadas por Vaccari.

De acordo com o delator, o tesoureiro pediu que pagamentos fossem feitos à Editora Gráfica Atitude, sediada em São Paulo. Segundo o delator, o tesoureiro informou que os valores eram destinados à publicação de "propagandas em revistas pertencentes à editora” nos anos de 2010, 2011 e 2013.

No depoimento, o delator afirmou que acredita ter pago R$ 2,5 milhões em contribuições mensais durante o período.

Para Sérgio Moro, a solicitação de repasses para a gráfica pode ser explicada conforme levantamento do Ministério Público Federal (MPF), no qual o órgão aponta ligação entre a empresa e o PT.

“Segundo essa nova revelação, os recursos criminosos teriam sido utilizados não só para realização de doações registradas ao PT, mas também para pagamentos de serviços, total ou em parte, simulados pela referida Editora Gráfica Atitude, isso por indicação de João Vaccari Neto”, acrescentou o juiz.

O tesoureiro é réu em ação penal da Justiça Federal do Paraná. De acordo com a denúncia, o PT recebeu R$ 4,2 milhões em doações de campanha, recursos do esquema de corrupção na Petrobras. Segundo as investigações, os valores foram disfarçados como doações lícitas ao partido, por meio das empreiteiras investigadas.

Desde o surgimento das primeira denúncias, o PT afirma que só recebe doações legais e registradas na Justiça Eleitoral.

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