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17/10/2005 14:12

Jovens pobres têm dor de dente com mais freqüência

Agência Notisa

A maior parte das dores orais e faciais é causada por cáries ou outros problemas dentários. Há uma associação direta entre as condições sócio-econômicas e a prevalência de dor de dente. Geralmente as pessoas com baixo poder aquisitivo e poucos anos de estudo são as que apresentam mais freqüentemente dor de dente. Isso é o que mostram pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina em um estudo realizado com 414 jovens do sexo masculino com idade superior a 18 anos do município de Florianópolis (SC).

De acordo com artigo publicado na edição de setembro/outubro de 2005 dos Cadernos de Saúde Pública, “a dor de dente pode afetar a qualidade de vida, reduzir a eficiência no trabalho, provocar desordens do sono, aumentar a ausência escolar e causar rejeição a certos tipos de comida. A dor de dente também sinaliza acesso restrito aos serviços de saúde bucal”. Todos os analisados foram submetidos a exames médicos e responderam a um questionário.

No estudo, os pesquisadores constataram que a prevalência de cáries foi de 65,9% e que a prevalência de dor de dente foi de 21,2%. Dezoito entrevistados disseram nunca ter tido contato com qualquer tipo de serviço bucal. “Após o ajuste entre as variáveis, identificou-se que jovens com um ou mais dentes cariados não tratados apresentaram uma chance 3,2 vezes maior de relatar dor de dente em relação aos livres de cárie não tratada. Jovens de famílias com baixa renda apresentaram chance 1,8 vez maior de acusarem dor em relação aos de maior renda”, afirmam no artigo.

Segundo a equipe, os resultados indicam que os dentes cariados não tratados e suas severas conseqüências ainda requerem intervenções adequadas que sejam capazes de reduzi-las ou controlá-las. “Observou-se que, a não ser que a dor seja insuportável, as pessoas levam cerca de duas semanas para procurar tratamento, principalmente as de baixa renda. Os serviços e estratégias direcionados a essa população não estão sendo aplicados corretamente, principalmente no que diz respeito às pessoas que possuem piores situações sócio-econômicas e condições orais mais precárias”.


Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)

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